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Quando os cientistas sociais acrescentam o adjetivo “social” a um fenômeno qualquer, estão aludindo a um estado de coisas estável, a um conjunto de associações que, mais tarde, podem ser mobilizadas para explicar outro fenômeno. [...] O que tenciono fazer, no presente livro, é mostrar por que o social não pode ser construído como uma espécie de material ou de domínio e assumir a tarefa de fornecer uma “explicação social” de algum outro estado de coisa.
LATOUR, Bruno. Reagregando o social: uma introdução à teoria
do ator-rede. Salvador: EDUFBA-EDUSC, 2012, com adaptações.
Com relação à Teoria Ator-Rede (ANT), de Bruno Latour, assinale a alternativa correta.
As relações são compreendidas como redes de interdependências que formam figurações sociais generalizáveis, tornando possível o estudo dos fenômenos sociais no campo da antropologia.
A noção de “social” promove a falsa compreensão de que, por meio da pesquisa, encontra-se facilmente um conjunto de associações que podem fornecer explicações que permitam generalizações.
O ator-rede é caracterizado pelas relações de sociabilidade que o tornam um ator social passível de ser compreendido nas próprias regularidades e generalidades, permitindo sua análise no campo antropológico como indivíduo previsível e generalizável.
A função do antropólogo é compreender a estabilidade do social, e os aspectos fixos sustentam os grupos, observando os aspectos estruturais que os tornam passíveis de serem compreendidos em suas práticas.
O delineamento das redes dos grupos é uma tarefa do antropólogo, pois os atores estudados estão imersos em redes que, para eles, são imperceptíveis, sendo improvável que consigam mapear o contexto social nos próprios sentidos simbólicos.