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O racismo abunda nos textos de feministas brancas, reforçando a supremacia branca e negando a possibilidade de que as mulheres se conectem politicamente cruzando fronteiras étnicas e raciais. A recusa feminista, no passado, de chamar a atenção para hierarquias raciais e as atacar suprimiu a conexão entre raça e classe.
HOOKS, Bell. Mulheres negras: moldando a teoria
feminista. Revista Brasileira de Ciência Política, n. 16
Brasília, jan./abr., 2015, pp. 193-210.
Quanto às contribuições do feminismo negro, assinale a alternativa correta.
Durante muito tempo, as feministas excluíram as mulheres negras. Quando reconheciam o racismo, colocava-as como objeto das próprias reflexões, e não como agentes sociais. Por isso, para Bell Hooks e muitas outras feministas negras, o feminismo é um movimento estéreo a ser combatido em sua existência.
Bell Hooks propõe um feminismo negro interseccional, que se caracteriza por análises que considere os marcadores sociais de gênero, cor e condição social.
O feminismo negro se opõe aos demais feminismos na medida em que os alinhamentos interpretativos se voltam à raça, passando a ser o único aspecto mobilizador do movimento social e teórico.
O feminismo negro diferencia-se dos demais feminismos, uma vez que reconhece que as desigualdades estão associadas apenas à cor e às condições econômicas.
O fato de Bell Hooks ser feminista não se confunde com oposição ao capitalismo, ao classismo e ao racismo, já que o movimento feminista caracteriza-se exclusivamente pela luta por igualdade de gênero.


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