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Na obra “A casa e a rua: Espaço, cidadania, mulher e morte...

Na obra “A casa e a rua: Espaço, cidadania, mulher e morte no Brasil”, Roberto DaMatta argumenta que casa e rua não são, na sociedade brasileira, apenas espaços geográficos diferentes, mas entidades morais, domínios culturais institucionalizados diversos. Neste sentido, o brasileiro se comporta de forma diferente nesses espaços, o que explicaria nossa relação com valores como cidadania, igualdade e direitos. Isso acontece porque


A

a casa representa o desejo da propriedade privada, valor estruturante da sociedade capitalista, enquanto a rua é coletiva e universal, sem dono.


B

a rua é o espaço da competição pela sobrevivência, onde todos estão em guerra contra todos, enquanto na casa o que impera é a colaboração entre os indivíduos.


C

a rua representa a violência urbana nessa analogia, em oposição ao espaço da casa, marcado pela segurança e pela proteção a todos os membros da família.


D

a casa é o domínio da incerteza e da insegurança, porque não é regida por leis e normas, enquanto na rua podemos exigir nossos direitos.


E

a casa é o ambiente familiar, onde somos pessoas, enquanto a rua é o espaço da impessoalidade, onde deveríamos ser todos iguais.