Imagem de fundo

Na primeira década dos anos 2000, refletindo sobre as condições de encarceramento nos E...

Na primeira década dos anos 2000, refletindo sobre as condições de encarceramento nos Estados Unidos, o sociólogo Loïc Wacquant afirma que


A irresistível ascensão do Estado penal nos Estados Unidos durante as três últimas décadas não é uma resposta ao aumento da criminalidade – que permanece praticamente constante [...] – mas sim aos deslocamentos provocados pela redução de despesas do Estado na área social e urbana e pela imposição do trabalho assalariado e precário como nova norma de cidadania para aqueles encerrados na polarizada estrutura de classes.


WACQUANT, L. Punir os pobres: a nova gestão da miséria nos Estados Unidos [a onda punitiva] 3.ed. Rio de Janeiro: Revan, 2018. p. 15. Adaptado.


O trecho acima, em analogia com a realidade brasileira, permite concluir que o aumento agudo da população carcerária


A

explica-se pelo aumento relativo e proporcional da criminalidade, considerando em especial crimes contra a vida e o patrimônio, como latrocínio e homicídios.


B

justifica-se pelo aprimoramento dos mecanismos de segurança pública como um todo, e vem acompanhado de uma sensação crescente de segurança pela população.


C

relaciona-se à precarização das relações de trabalho e ao retraimento das políticas públicas de proteção, historicamente associadas ao Estado de bem-estar social.


D

deve-se a desvios individuais e singulares de sujeitos cuja formação ética e moral destoa dos valores partilhados pela sociedade, seja nos Estados Unidos, seja no Brasil.


E

revela-se como uma política pública eficaz e republicana, na medida em que retira do convívio social pessoas que evidentemente não se adequam à normatização da vida pacífica e civilizada.