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“Sentido é aqui o sentido subjetivamente intentado de modo efetivo por um agente, num caso historicamente dado, ou por agentes, como média e de um modo aproximado numa determinada massa de casos, ou um tipo puro construído conceptualmente pelo agente ou pelos agentes pensados como tipo. Nunca se trata, decerto, de um sentido objetivamente justo ou de um sentido verdadeiro metafisicamente fundado. Aqui radica a diferença entre as ciências empíricas da ação, Sociologia e a História, frente à Jurisprudência, Lógica, Ética e Estética, - que pretendem investigar nos seus objetos o sentido justo e válido. [...] Em tudo isso se trata de nexos de sentido compreensíveis; olhamos a sua compreensão como uma explicação do decurso efetivo da ação. Explicar significa, pois, para uma ciência que se ocupa do sentido do agir, tanto como: apreensão do contexto significativo em que se inscreve, segundo o seu sentido subjetivamente intentado, uma ação já atualmente compreendida [significação causal].” (Weber, 2022, p. 36 e 41).
WEBER, Max. Economia e Sociedade. Lisboa: Edições 70, 2022.
A centralidade que o conceito de Ação Social apresenta na sociologia de Max Weber é resultado de sua característica teórica fundante enquanto concepção do fenômeno social, que se constitui como:
Reflexo das estruturas sociais organizadas ao longo do espaço-tempo social.
Resultado da busca pelos objetos e sentidos do justo e válido socialmente constituídos.
Significação causal estruturada pelos agentes em seus contextos de ação.
Materialização dos nexos de sentido socialmente correspondentes e subjetivamente construídos.
Manifestação das conexões de sentido e do contexto em que se inscreve a ação socialmente orientada.