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Fraser (2006) propôs “[...] distinguir analiticamente duas maneiras muito genéricas de compreender a injustiça. A primeira delas é a injustiça econômica, que se radica na estrutura econômico-política da sociedade [...]. A segunda maneira de compreender a injustiça é cultural ou simbólica. Aqui a injustiça se radica nos padrões sociais de representação, interpretação e comunicação” (FRASER, N. Da redistribuição ao reconhecimento? Dilemas da justiça numa era “pós-socialista”. Cadernos de Campo, n. 14/15, 2006).
Considerando o referencial teórico de Fraser, assinale alternativa que melhor sintetiza sua perspectiva.
A “dominação cultural” suplanta a “exploração” como a injustiça fundamental, sendo a identidade de grupo o meio de mobilização política fundamental na atualidade.
A justiça social hoje exige tanto “redistribuição” como “reconhecimento”, de forma que sustentem um ao outro ao invés de se aniquilarem.
O “multiculturalismo mainstream” propõe a “desconstrução das identidades” e diferenciações grupais, transformando a estrutura cultural-valorativa subjacente.
As duas “dimensões da injustiça” estão em uma “contradição insolúvel” entre si, demandando focar exclusivamente aquela cujos dados empíricos demonstrem ser a mais sentida.
Defende a “ressignificação” dos princípios do “utilitarismo” como fundamento para a busca da justiça e para orientação de políticas sociais.