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Leia o fragmento a seguir: “Racismo? No Brasil? Quem foi que disse? Isso é coisa de ame...

Leia o fragmento a seguir:


“Racismo? No Brasil? Quem foi que disse? Isso é coisa de americano. Aqui não tem diferença porque todo mundo é brasileiro acima de tudo, graças a Deus. Preto aqui é bem tratado, tem o mesmo direito que a gente tem. Tanto é que, quando se esforça, ele sobe na vida como qualquer um. Conheço um que é médico; educadíssimo, culto, elegante e com umas feições tão finas… Nem parece preto”.


(GONZALEZ, Lélia. Por um Feminismo Afro-Latino-Americano. Ensaios, Intervenções e Diálogos. Rio de Janeiro, Zahar, 2020 - p. 69.)


No fragmento apresentado acima, a autora


A

sustenta o esforço individual como forma de superação das barreiras de classe e cor no Brasil.


B

assinala a inexistência de racismo em sociedades mais avançadas, como a estadunidense.


C

faz o elogio da democracia racial como característica fundante da sociedade brasileira.


D

reproduz asserções de senso comum, oriundas da falta de consciência e memória.