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Este autor adjetivou o Estado brasileiro como “autocrático burguês”. Para ele, essa instituição funcionaria como um instrumento político de uma ditadura de classe aberta, garantindo a “modernização”, a incorporação e a industrialização maciça. No Estado brasileiro, as forças armadas e os tecnocratas, civis e militares ocupariam posições estratégicas de liderança política ou burocrática. Segundo o autor, esse organismo se adaptaria às suas funções contrarrevolucionárias e repressivas através de várias inovações. Além disso, traria um poder político ultraconcentrado, com um executivo decidindo sem recorrer ao consentimento expresso de maiorias. Possuiria três faces salientes: democrática restrita, autoritária e facista, que se manifestariam de acordo com as necessidades conjunturais de manutenção da ordem. Por fim, serviria a interesses contraditórios das classes burguesas – nacionais e estrangeiras – considerando a estabilidade política e outros fatores concretos. Essa descrição sintetiza, em linhas gerais, a perspectiva analítica de qual representante da Sociologia brasileira?
Guerreiro Ramos.
Darcy Ribeiro.
Octávio Ianni.
Gilberto Freyre.
Florestan Fernandes.


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