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[…] a agricultura e a vida econômica costumam estabelecer...

[…] a agricultura e a vida econômica costumam estabelecer para si mesmas outros fins que não a satisfação da necessidade de alimento; o casamento em geral expressa outras coisas, de maneira mais visível, que a preferência sexual; e o luto não enfatiza com clareza o pesar. Quanto mais intimamente conhecemos o funcionamento interno de diferentes culturas, com mais facilidade podemos ver que a variabilidade quase infinita em qualquer traço cultural, se ele for observado em volta do globo, não é um mero eco das mudanças em alguma simples resposta humana subjacente. Esteve em ação uma força diferente e maior, que usou as situações recorrentes de acasalamento, morte, abastecimento e as demais quase como matéria-prima, e as elaborou para expressar sua própria intenção. Podemos chamar essa força que curva ocasiões segundo seus propósitos e as molda a seu próprio idioma dentro dessa sociedade de sua tendência dominante.


(Celso Castro. Textos básicos de Antropologia – cem anos de tradição: Boas, Malinowski, Lévi-Strauss e outros, 2016.)


De acordo com o pensamento do autor, a atuação da tendência dominante em circunstâncias cotidianas


A

revela a imprevisibilidade dos comportamentos sociais.


B

manifesta-se de acordo com a cultura de cada grupo.


C

realiza-se a partir da aquisição de bens essenciais.


D

evidencia a universalização das ações humanas.


E

confirma a desobrigação social com os rituais.