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A compreensão dada na reforma [de 1971] à educação geral e à formação especial foi um dos aspectos mais inovadores e polêmicos. O tema da educação para o trabalho no ensino médio vinha sendo defendido por um grande número de educadores brasileiros de várias posições políticas e ideológicas. Mas o modo como a reforma tratou o problema foi inusitado seja pela radicalidade das proposições, seja pela arbitrariedade como elas foram implantadas. A noção de humanismo adquiria uma nova conotação. Na visão dos educadores que conceberam a reforma, essa noção incorporava as referências do desenvolvimento científico e tecnológico e se traduzia no currículo como educação geral e formação especial. Essa terminalidade estava pressuposta, indicando que a reforma previra a adequação do sistema educacional à realidade do trabalho vivenciada por estudantes das camadas populares.
(Rosa Fátima de Souza. História da organização do trabalho escolar e do currículo no século XX, 2008. Adaptado.
Considerando a educação escolar vinculada à organização social e política de uma nação, a referida reforma
buscou articular formação humanista e técnica com vistas à emancipação dos estudantes, respeitando suas realidades socioculturais.
representou uma resposta democrática a demandas educacionais plurais, priorizando a formação integral e autônoma dos jovens.
propôs um currículo flexível, que incentivava a reflexão crítica e ampliava as possibilidades de acesso ao ensino superior.
incorporou uma concepção progressista de humanismo, aliando tecnologia, ciência e cidadania em prol da justiça social.
enquadrou a escolarização às exigências de produtividade e eficiência, restringindo a formação crítica e reforçando desigualdades sociais.