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Na tensão entre reconhecimento e invisibilidade, a juventude periférica é atravessada por dinâmicas sociais contraditórias, em que a escola pode se apresentar como espaço de emancipação ou de reprodução de violências simbólicas e institucionais. À luz das contribuições da Sociologia da Educação e das reflexões sobre juventude, cidadania e exclusão social, identifique a alternativa correta.
Quando a escola opta por uma postura universalista e omite os marcadores sociais das desigualdades, ela tende a reiterar formas sutis de exclusão, pois desconsidera os dispositivos simbólicos que naturalizam os privilégios nas relações pedagógicas.
A disciplinarização de corpos e comportamentos juvenis nas escolas de periferia reflete a tentativa legítima de compensar a ausência de socialização familiar adequada, sem comprometer o ideal democrático de igualdade de oportunidades.
A presença da juventude periférica nas instituições escolares garante sua inclusão social desde que ela internalize os códigos dominantes de conduta e linguagem, o que constitui, conforme os princípios republicanos, um dever cívico.
A lógica meritocrática adotada por escolas públicas em contextos de vulnerabilidade representa um avanço pedagógico ao substituir critérios subjetivos por avaliações universais, favorecendo o reconhecimento por desempenho.
A simples inserção de conteúdos sobre diversidade cultural nos currículos escolares assegura, por si só, o enfrentamento das desigualdades sociais, desde que se preserve a neutralidade ideológica da instituição frente às questões identitárias.