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Karl Marx analisou o fetichismo das mercadorias como ocultamento das relações sociais de produção. Pierre Bourdieu evidenciou que gostos e práticas de consumo funcionam como formas de distinção associadas a capitais culturais e simbólicos. Em conjunto, essas perspectivas mostram que as escolhas de consumo não são meramente individuais, mas ligadas a classes e posições sociais. Nessa perspectiva,
a mercadoria é expressa por sua utilidade objetiva, sem vínculo com valores sociais, distinções culturais ou hierarquias simbólicas.
o consumo ocorre de forma independente de classe social e capitais, não estando relacionado a diferenças estruturais ou de status.
as preferências de consumo são explicadas como decisões individuais, sem influência do contexto social ou cultural.
a sociologia não possui instrumentos capazes de explicar distinções, tratando o consumo apenas como um ato econômico privado.
o consumo reproduz desigualdades mesmo quando aparece como escolha pessoal, pois envolve capitais culturais e distinções simbólicas.


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