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Texto para questões 55 e 56
TEXTO 1
Em As técnicas do corpo (1934), Marcel Mauss opõe um conjunto de técnicas do corpo, ao qual confere um papel preliminar: o corpo é o primeiro instrumento do homem e, ainda, o primeiro objeto e meio técnico do homem. Técnicas do corpo referem-se então aos modos pelos quais as pessoas sabem servir-se de seus corpos de maneira tradicional, o que varia de uma sociedade a outra. De modo a localizar o caráter específico de cada técnica corporal, ele parte da observação das mudanças presenciadas por sua geração, por exemplo, nas técnicas de nado, e nos seus modos de ensino e aprendizagem: enquanto em um momento aprendia-se, primeiro, a nadar e, depois, a mergulhar. Este e outros exemplos amparam a afirmação feita pelo autor de que cada sociedade possui hábitos próprios, que são de natureza social, variando não apenas de um indivíduo a outro, mas com as formas de educação e convenções sociais.
HAIBARA, A.; SANTOS, V. O. As técnicas do corpo. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2016 (adaptado).
TEXTO 2

A alternativa que apresenta ações didático-pedagógicas, relacionando adequadamente o tema do corpo com as questões étnico-raciais na fase da adolescência e juventude, é:
Elaboração de uma cartografia dos gestos “corretos” e “errados” no seu ambiente familiar, construindo um dicionário padronizado de gestualidades. Esse material será apresentado em formato de exposição para nortear a conduta adequada na escola.
Avaliação contendo uma reflexão dos estudantes sobre sua identidade por meio de práticas corporais cotidianas, como a forma do penteado do cabelo. Em seguida, realizar uma roda de conversa, considerando que as técnicas do corpo são entraves para pensarmos identidades.
Aula sobre o tema das técnica corporais, expondo aos estudantes os preconceitos que sentem sobre seus corpos, pois as características corporais e padrões de beleza podem validar práticas para melhor uso de espaços democráticos.
Debate sobre técnicas corporais, moda e estilos juvenis, ressaltando a forma como jovens racializados se expressam esteticamente nas suas vestimentas, e como isso pode representar formas de pertencimento e resistência.