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Texto para questões 66 e 67
A obra A Guerra dos Kanaimés 5, da série A Guerra dos Kanaimés, de Jaider Esbell, artista visual Makuxi, apresenta elementos da cosmologia indígena por meio de linguagem pictórica contemporânea, estabelecendo diálogo entre tradição ancestral e crítica social. Seus trabalhos, expostos em espaços como a Bienal de São Paulo, questionam narrativas hegemônicas sobre arte e cultura brasileira, posicionando-se contra a folclorização dos saberes indígenas. Nessa obra, Esbell articula símbolos tradicionais Makuxi com técnicas artísticas contemporâneas, criando uma síntese estética que funciona como instrumento de resistência cultural e política. O artista utiliza sua produção para educar tanto comunidades indígenas quanto não indígenas sobre cosmologias originárias, assumindo papel pedagógico transformador que transcende os limites convencionais entre arte, educação e militância. Essa postura artística dialoga com teorias críticas contemporâneas sobre o papel dos intelectuais na transformação social, especialmente no que se refere à produção de conhecimento contra-hegemônico e à formação de consciência crítica por meio de práticas culturais engajadas.
Disponível em: https://tucumbrasil.com Acesso em: 15 jul. 2025 (adaptado).

ESBELL, J. A Guerra dos Kanaimés 5. 145 x 110 cm, s.l., 2020. Disponível em: https://tucumbrasil.com. Acesso em: 15 jul. 2025 (adaptado).
Durante o planejamento de uma aula para a 3ª série do Ensino Médio, um professor decidiu utilizar a obra A Guerra dos Kanaimés 5, de Jaider Esbell, como material de apoio. Em discussão em sala, os estudantes questionaram como classificar teoricamente o lugar social ocupado por Esbell. Para fundamentar adequadamente sua resposta, esse professor se baseou em Antonio Gramsci. Indique a alternativa que apresenta o conceito gramsciano adequado à análise das transformações culturais.
Bloco histórico, pela fusão entre estruturas econômicas tradicionais e superestrutura artística moderna.
Revolução passiva, caracterizada pela incorporação gradual de elementos indígenas sem ruptura com sistema dominante.
Intelectual orgânico, exercendo função pedagógica transformadora junto aos grupos subalternos por meio da arte.
Hegemonia cultural, demonstrando como grupos dominantes incorporam manifestações subalternas para manter controle.