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Texto 15A2-I


O psicólogo social norte-americano Jonathan Haidt estuda, há anos, o impacto do uso excessivo das redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes, um fenômeno que, segundo ele, causou uma epidemia de transtornos mentais nessa faixa etária: “Quando olhamos para os dados autorrelatados de adolescentes, temos dados muito bons nos Estados Unidos da América que remontam à década de 1970. Portanto, não vemos realmente altos ou baixos, nenhuma mudança real de 1990 a 2010, até 2011, não há sinal de mudança. E, então, de repente, os números começam a subir muito, muito rapidamente por volta de 2012, 2013. E isso acontece em muitos países ao mesmo tempo. Cada um de nós como pais quer dizer: ‘Não, você não pode ter uma conta no Instagram aos 11 anos’. Mas nossa filha diz: ‘Mas, pai, todo mundo na minha sala está no Instagram. Eu ficarei excluída’. E, então, a maioria de nós acaba cedendo. É um problema de ação coletiva. Estamos presos como indivíduos, mas, se agirmos juntos, podemos escapar. Os pais precisam mudar seu comportamento, mas a maioria de nós está enfrentando dificuldades, e se tantos de nós estão passando por isso e é tão difícil manter os filhos longe, talvez a culpa seja dos fabricantes de dispositivos, dos desenvolvedores de aplicativos e da total ausência de regulamentação até agora.”


Internet: <www.cnnbrasil.com.br> (com adaptações).

Considerando o texto 15A2-I e as orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de sociologia, é correto afirmar que, em sala de aula, o professor desse componente curricular deve


A

promover atividades que desenvolvam nos estudantes a habilidade de analisar criticamente discursos das mídias digitais, identificando valores, interesses e ideologias que moldam percepções sobre trabalho, sucesso e cidadania.


B

adotar conteúdos de influenciadores infantis como exemplos positivos de empreendedorismo, valorizando modelos que aproximam a linguagem escolar do cotidiano dos estudantes.


C

tratar de forma neutra as manifestações presentes nas redes sociais, orientando os alunos apenas quanto ao uso responsável das tecnologias, sem discutir impactos sociais, políticos ou econômicos de tais manifestações.


D

apresentar os conteúdos das redes sociais como retratos espontâneos da realidade juvenil, evitando questionamentos que possam gerar conflitos de opinião entre os estudantes.


E

limitar suas intervenções à mediação de debates entre os estudantes, evitando direcionar análises ou problematizar discursos presentes nas mídias digitais, para não interferir em interpretações pessoais.