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A partir de uma discussão sobre o texto Capital cultural e reprodução escolar: um balan...

A partir de uma discussão sobre o texto Capital cultural e reprodução escolar: um balanço crítico, de Hugues Draelants e Magali Ballatore, as sociólogas Débora Cristina Piotto e Maria Alice Nogueira comentam:


"Os autores começam a discussão acerca do capital cultural debruçando-se sobre dois tipos de definição do conceito, verificados nos trabalhos revisados: uma definição restrita e outra ampla. A primeira restringe a noção de capital cultural às obras culturais ditas legítimas que emanam de e circulam nas diferentes instâncias de legitimação que são as academias, laboratórios, bibliotecas, museus, conservatórios etc. Já a segunda definição alarga consideravelmente o conteúdo do conceito, estendendo-o às disposições dos indivíduos e a suas relações com os bens de cultura. E observam que, quando se adota a definição restrita de capital cultural, é possível colocar em dúvida seu papel central na explicação das desigualdades escolares atuais; em contrapartida, afirmam que esse não é o caso quando se adota a definição mais ampla, a qual estaria, aliás, segundo eles, em maior conformidade com o próprio pensamento de Bourdieu" (Piotto; Nogueira, 2021, p. 3).


Acerca das asserções abaixo apresentadas e da relação proposta entre elas, assinale a alternativa CORRETA que reflete as observações das autoras do trecho citado.


I. Capital cultural alargado, capital cultural público e capital informacional são recursos conceituais que buscam reinterpretar as dinâmicas e influências do capital cultural na sociedade contemporânea.


PORQUE


II. Apesar das mudanças sociais recentes, a noção de capital cultural enquanto capital cultural erudito ainda permanece válida, por este apresentar alta força relacional para explicar as condições sociais e as expectativas de futuro na sociedade contemporânea.


PIOTTO, Débora; NOGUEIRA, Maria Alice. Um balanço do conceito de capital cultural: contribuições para a pesquisa em educação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 47, e4/0100302, p. 1-35, 2021.


A

As duas asserções são proposições corretas, mas a segunda não é uma justificativa adequada da primeira.


B

As duas asserções são proposições corretas, e a segunda é uma justificativa adequada da primeira.


C

A primeira asserção é uma proposição correta, e a segunda, uma proposição incorreta.


D

A primeira asserção é uma proposição incorreta, e a segunda, uma proposição correta.


E

Tanto a primeira quanto a segunda asserção são proposições incorretas.