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A partir da perspectiva microssociológica desenvolvida por Erving Goffman (2014), especialmente em A representação do eu na vida cotidiana, a vida social é analisada por meio de uma analogia dramatúrgica, na qual os indivíduos, em contextos de interação face a face, mobilizam recursos expressivos para sustentar definições compartilhadas da situação.
Nesse quadro analítico, é correto afirmar que o conceito de fachada se refere
ao conjunto de estratégias contingentes acionadas pelo ator social quando ocorrem rupturas inesperadas na definição da situação, exigindo correções emergenciais da performance.
às disposições internalizadas e pré-reflexivas que orientam o comportamento dos indivíduos em contextos interacionais, independentemente da presença de um público.
à região de bastidores, na qual o ator suspende a performance pública e pode contradizer as expectativas normativas associadas ao papel desempenhado.
ao sistema relativamente estável de elementos expressivos — como cenário, aparência e maneira — que o ator mobiliza de forma regular para definir a situação diante de um público específico.
à estrutura normativa que fixa papéis sociais e hierarquias institucionais, limitando a margem de variação das performances individuais.


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