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Em diferentes contextos sociais — como escolas públicas que utilizam sistemas de monitoramento de frequência e comportamento, empresas que avaliam desempenho por métricas digitais e cidades que ampliam o uso de câmeras de vigilância e bases de dados para controle populacional — observa-se que a regulação da vida social ocorre não apenas por punições formais, mas também por práticas cotidianas de vigilância, classificação, normalização e indução de comportamentos considerados adequados. Essas estratégias tendem a influenciar rotinas, escolhas, modos de agir e até a forma como os indivíduos percebem a si mesmos e aos outros.
FOUCAULT, M. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Tradução de Raquel Ramalhete. 50. ed. Petrópolis: Vozes, 2021.
Considerando esse cenário, pode-se inferir que esse tipo de poder atua PREDOMINANTEMENTE por meio de:
Dispositivos coercitivos centralizados que anulam a autonomia individual por meio da intimidação física.
Dispositivos institucionais e simbólicos que moldam condutas, hábitos e formas de subjetividade.
Dispositivos legais-formais que codificam proibições e prescrições de conduta de forma explícita.
Dispositivos ideológicos maciços que uniformizam o pensamento por meio da propaganda estatal.
Dispositivos sociais esporádicos que atuam sobre grupos específicos em momentos de crise.