Imagem de fundo

A partir dos anos 2000, ganhou força no Brasil um modelo de gestão escolar inspirado no...

A partir dos anos 2000, ganhou força no Brasil um modelo de gestão escolar inspirado no setor privado: as metas de aprendizagem são definidas com base em índices como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB); os bônus para professores são atrelados ao desempenho dos alunos nas provas; escolas são ranqueadas em listas públicas; e conglomerados educacionais privados passam a administrar unidades públicas por meio de parcerias. Para um conjunto de sociólogos críticos, essa não é apenas uma mudança administrativa, mas a expressão de uma lógica mais profunda que transforma a educação, antes pensada como direito social e formação cidadã, em uma commodity regulada pela lógica do mercado.


BALL, Stephen J. Educação global S.A.: novas redes políticas e o imaginário neoliberal. Tradução de Janete Bridon. Petrópolis: Vozes, 2022.


A interpretação sociológica que melhor explica a transformação descrita é a que identifica a operação de um paradigma que:


A

Prioriza a horizontalidade decisória e a emancipação dos sujeitos educativos da tutela estatal, promovendo a soberania pedagógica das comunidades locais.


B

Fortalece o planejamento centralizado e a uniformização curricular como instrumentos para assegurar a igualdade de acesso a um padrão nacional de conhecimentos.


C

Naturaliza a concorrência e a racionalidade mercantil como princípios organizadores, redefinindo a educação como um serviço mensurável e submetido à lógica do desempenho e da competitividade.


D

Busca otimizar a administração pública mediante a aplicação de critérios técnicos universalistas, hierarquia funcional e procedimentos padronizados de avaliação.


E

Funda a política educacional em métricas quantitativas e na crença de que a observação neutra dos dados pode orientar cientificamente a superação dos problemas de aprendizagem.