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“A Educação do Campo é fruto de um debate consolidado na atualidade cujos sujeitos protagonistas são os camponeses, camponesas, educadores, educadoras e militantes de movimentos sociais comprometidos com uma educação voltada para a realidade campesina. Seu principal objetivo é garantir que a escola esteja profundamente ligada à realidade dos sujeitos, respeitando todos os tempos e espaços da vida. Ao pensar em um espaço educativo com esta identidade, busca-se levar em consideração que os trabalhadores do campo possuem o direito de estudar onde moram e de serem respeitados nas suas relações de produção, bem como no seu processo histórico”.
SANTOS, Arlete Ramos dos; et all. Apresentação. In: SANTOS, Arlete Ramos dos... [et al.] (Orgs.) Educação do campo: políticas e práticas. Ilhéus, BA: Editus, 2020, p.11.
A partir do final do século XX, através de movimentos sociais do campo e de pesquisadores, a educação do campo se fortalece no Brasil. Nessa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA:
A educação do campo, ao priorizar currículos contextualizados à realidade rural, rompe com o princípio constitucional da igualdade, uma vez que institui tratamentos diferenciados para sujeitos que deveriam ser atendidos por uma política educacional homogênea.
As políticas de educação do campo expressam uma concepção de Estado mínimo, na medida em que transferem às comunidades rurais a responsabilidade integral pela formulação curricular e pela gestão dos processos educativos.
As propostas de educação do campo têm como principal objetivo a fixação da população rural no território, priorizando a capacitação técnica dos sujeitos para o trabalho agrícola.
A educação do campo, tal como formulada por movimentos sociais e pesquisadores, incorporada em políticas públicas, compreende o território rural como espaço de produção de saberes, articulando educação, trabalho e cultura, em oposição à lógica de mera adaptação do campo aos interesses do mercado urbano-industrial.
A institucionalização da Educação do Campo pelo Estado brasileiro eliminou as tensões entre políticas educacionais e movimentos sociais, uma vez que incorporou integralmente as propostas pedagógicas formuladas pelas organizações camponesas.


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