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Beatriz Nascimento definiu o racismo brasileiro como “um emaranhado de Sutilezas". Para a historiadora e intelectual negra, o fenômeno e suas consequências não podem ser estudados apenas na externalidade, mas também nos impactos da corporeidade e da subjetividade dos sujeitos oprimidos, ou seja, “o racismo é uma experiência que retira o sujeito de si mesmo”.
NASCIMENTO, Beatriz. Uma história feita por mãos negras: relações raciais, quilombos e movimentos Rio de Janeiro: Zahar, 2021)
Assinale a alternativa que mantem CORRETA relação com o pensamento da autora:
O racismo é uma ideologia que atravessa o tempo desconectado do desenvolvimento e das transformações históricas da sociedade brasileira.
O racismo é modelo que permanece sutil em microagressões cotidianas, e que por isso suavizou as formas de violência em sua essência.
O racismo também se manifesta nos corpos - como território de disputa: corpos negros são constantemente vigiados, hipersexualizados ou invisibilizados.
O perfilamento racial (abordagem policial baseada no fenótipo) revela a superação do racismo estético e da desigualdade no acesso a espaços de poder.
O emaranhado de sutilezas é o que permite combater a alienação gerada pelo racismo, onde o sujeito oprimido é forçado a internalizar estereótipos, duvidar de si mesmo ou se moldar aos padrões brancos para ser aceito.


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