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Sobre o conceito de classes sociais desempenhado a partir do século XX, temos como característica CORRETA em uma sociedade contratual livre:
O desentendimento quanto aos termos da cooperação é normal e crônico.
A cooperação deve ser uma linha estreita e unificada, sem haver uma observação contrária ao modelo estabelecido.
O contrato implícito não deve possuir mudanças ou barganhas para que possa sobreviver.
O estímulo a uma acomodação geral deve ser empregado para que ocorra a luta de classes.

Ideologia, em um sentido amplo, significa aquilo que seria ou é ideal. Este termo possui diferentes significados, sendo que no senso comum é tido como algo ideal, que contém um conjunto de ideias, pensamentos, doutrinas ou visões de mundo de um indivíduo ou de determinado grupo, orientado para suas ações sociais e políticas. Especificamente na teoria marxista, o termo Ideologia está relacionado:
Sobre a divisão das classes sociais na contemporaneidade, é correto afirmar que
a classe trabalhadora é formada por trabalhadores desqualificados e profissionais liberais que são explorados pela burguesia industrial tal como no início da revolução industrial.
os sociólogos concordam que a classe média é aquela que mais luta por mudanças sociais. Ela quer que a classe trabalhadora ascenda socialmente para que o mundo seja menos desigual.
a centralidade das discussões sobre classe social está na posição ocupada pelo capitalista. Este não é mais formado pelos herdeiros das grandes fortunas, mas é essencialmente composto por quem construiu sua riqueza com esforço próprio.
a postura assumida pelos cientistas sociais contemporâneos com relação à classe social é que Karl Marx estava absolutamente correto em suas análises. Ou seja, enfatiza-se que no capitalismo só existem duas classes em confronto: os burgueses e o proletariado.
hoje, na perspectiva sociológica, existem três classes sociais: a classe alta, formada por aqueles que detêm a riqueza; a classe média, composta por empregados qualificados, supervisores e gerentes; e a classe trabalhadora, caracterizada pela falta de propriedade e pela dependência de salários.
As classes sociais, pela força da transmissão familiar, vão reproduzir, por sua vez, capitais que serão decisivos na luta de todos contra todos pelos recursos escassos. Quem luta são os indivíduos, mas quem pré-decide as lutas individuais são os pertencimentos diferenciais às classes sociais e seu acesso ou obstáculo típico aos capitais que facilitam a vida. O privilégio de uns e a carência de outros são decididos desde o berço. [...] O mundo moderno ou capitalista cria uma nova hierarquia social que é impessoal e opaca e não pessoal e facilmente visível, como nos tipos de sociedade anteriores a ele. Isso quer dizer que, ao contrário dos poderosos do passado, por exemplo, como os nossos senhores de terra e gente que tudo podia fazer e desfazer, até os homens mais ricos e poderosos de hoje têm que obedecer a regras que eles próprios não podem mudar. Na base da nova hierarquia social mo-derna, está a luta entre indivíduos e classes sociais pelo acesso a capitais, ou seja, tudo aquilo que funcione como facilitador na competição social de indivíduos e classes por todos os recursos escas-sos. Como, na verdade, todos os recursos são escassos e não apenas os recursos materiais, como carros, roupas e casas, mas também os imateriais, como prestígio, reconhecimento, respeito, charme ou beleza, toda a nossa vida é pré-decidida pela posse ou ausência desses capitais. (SOUZA, Jessé. A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato. Rio de Janeiro: Leya, 2017. p. 90)
O trecho acima trata das transformações acerca da classe social no Brasil. Considerando o trecho e a sociedade brasileira no mundo contemporâneo, é CORRETO afirmar:
Leia o texto abaixo.
“A diversidade do “ser jovem” nas sociedades modernas nos coloca o desafio de compreender tal fenômeno em suas múltiplas dimensões. Dessa forma, é necessário relativizar definições que tratam a juventude como sendo uma mesma experiência vivida por todos. Na literatura sociológica, são mo-bilizadas, com frequência, duas perspectivas teóricas para lidar com o tema da juventude: a corrente geracional e a corrente classista. A primeira lida com o fenômeno a partir do determinante biológico, que seria a definição de um período cronológico da vida do indivíduo. Já a segunda questiona a uni-cidade do conceito de juventude e propõe o tratamento diferenciado deste fenômeno de acordo com a heterogeneidade das trajetórias individuais imposta pela estratificação social” (LIMA, Raquel. A So-ciologia e o conceito de juventude. Disponível em:
“O estudo da estrutura de classes preenche um espaço importante na análise de estratificação social desde a Sociologia clássica, com Marx e Weber. A forma como os indivíduos são alocados na estrutura de classes e as chances de vida associadas às posições sociais é tema central na literatura sociológica. Na esteira das teorias marxista e weberiana, diversas diretrizes teórico-conceituais foram traçadas para análise de classes”.
SCALON, Celi; SANTOS, José A. F. Desigualdades, classes e estratificação social. Sociologia. São Paulo: ANPOCS, 2011.
Com base nas reflexões feitas por Marx e Weber sobre as classes sociais, avalie as afirmações a seguir.
I. Na perspectiva marxiana, as relações entre classes estão relacionadas às relações sociais de produção e ao domínio das forças produtivas.
II. Marx e Weber partem de um pressuposto comum fundamentado na ideia de que as pessoas estabelecem relações para executar funções no interior de uma sociedade.
III. O ponto de vista weberiano enfoca a complexidade do mercado de trabalho capitalista, observando situações, posições e mobilidades dos agentes no seu interior.
É correto o que se afirma em
Considerando-se os tipos de estratificação nos autores clássicos, é correto afirmar-se que, para
Durkheim, a estratificação da sociedade moderna emerge dos conflitos oriundos da divisão social do trabalho.
Weber, as principais formas de estratificação são baseadas na honra, na riqueza e no poder político.
Marx, são as classes dominantes que tomam o poder através do uso legítimo da força.
Weber, classes, castas e partidos são os principais tipos de estratificação.
" Quais são as ideias-chave da sociologia - aquelas que, mais do que quaisquer outras distinguem a sociologia em face das demais ciências sociais?" (NISBET, R: 2003; 18-9). A essa questão o grande sociólogo Robert Nisbet responde com cinco conceitos: "comunidade, autoridade, status, o sagrado, e a alienação" (idem, ibidem). Há de se notar que, para cada um desses conceitos, há um oposto correspondente , mas de igual importância. Nesse sentido, em oposição ao conceito de status, está o de:
funcionalidade
classe.
mobilidade
casta.
etnia.
“A maneira pela qual se estratifica uma sociedade depende da maneira pela qual os homens se reproduzem socialmente. E a maneira pela qual os homens se reproduzem socialmente está diretamente ligada ao modo pelo qual eles organizam a produção econômica e o poder político.”
(Ianni, 1973, p. 11.)
A partir do pensamento geral de Octavio Ianni sobre estratificação social, analise as afirmativas a seguir.
I. A distribuição desigual das raças ao nível da estrutura socioeconômica não é uma realidade de poucos países, mas é uma realidade presente em países pobres e ricos.
II. No capitalismo, as desigualdades sociais, econômicas, políticas e culturais são permeadas pela discriminação e pelo preconceito racial.
III. Segundo as leis da divisão do trabalho social e da estratificação social, as diferenças de classe e raça são neutralizadas no processo de organização coletiva da sociedade.
IV. Em situação de crise, a estrutura de classes se dissolve totalmente na sociedade, sejam elas classes sociais em formação, amadurecidas ou não.
Estão corretas as afirmativas
I, II, III e IV.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
III e IV, apenas.
De acordo com a Lógica da Exclusão, aponte a proposição correta.
O poder da lógica da classe está em abstrair diferenças.
A lógica da exclusão não se apoia na lógica das classes/classificação.
A classificação difere de outros critérios porque não consegue separar coisas e objetos, apenas unindo os semelhantes, sem necessariamente excluir um ou outro.
Classificar, nada mais é do que afirmar algo, confirmando o que este algo realmente possui.
A estratificação social pode ser encontrada tanto em sociedades desenvolvidas como em sociedades tradicionais. Esse fato levou a considerações que algum grau de hierarquização e ordem social podem ser necessários a fim de estabilizar a estrutura social. Acerca da teoria da Ordem Social, todas as afirmativas abaixo estão corretas, exceto:
segundo Berger e Luckman, no curso de sua contínua exteriorização, o homem produz a ordem social. A atividade humana objetivada é o mundo institucional. As instituições surgem das tipificações dos hábitos no decorrer de uma situação social que perdura no tempo.
a ordem social existe unicamente como produto da atividade humana.
Hayek propõe uma perspectiva abstrata e geral e fez com que a sua teoria do mercado como uma ordem espontânea se situasse para além do campo econômico ou de qualquer disciplina stricto sensu e residisse no plano ambicioso de uma teoria da sociedade: o mercado como ordem social. Hayek tem como elo teórico o mercado autorregulável para a explicação da ordem social capitalista. A distância que separa cada um de seu sucessor é de um século, e nos três é possível identificar a compreensão do objeto, mercado para além dos limites do mecanismo de oferta e demanda, situando-o no plano de uma ordem social, ou de uma teoria da sociedade, ou ainda na forma de organização da sociedade capitalista.
os teóricos ingleses do contrato, como Hobbes e Locke, se libertaram das restrições tradicionais produzindo um discurso que tornava a ordem social dependente da negociação individual e, assim, do contrato social. Eles podem ser considerados como contratualistas e a ordem social é baseada em um Contrato Social.
para Durkheim, existem dois tipos de solidariedade que fundamentam a ordem social. O primeiro tipo de solidariedade se encontra nas sociedades antigas, pré-capitalistas, e pode ser chamada de solidariedade mecânica, que mantém unida a solidariedade devido aos seus membros possuírem características idênticas. A coesão ocorre devido à uniformidade. A solidariedade mecânica fundamentase na semelhança dos membros da sociedade, ou seja, na uniformidade do comportamento. Nenhum tipo de divisão de trabalho. Tais sociedades impõem aos seus membros deveres particularmente rígidos. Todos devem respeitar as regras estabelecidas pela autoridade. Ela é baseada exclusivamente na coerção. O grupo organiza-se como uma verdadeira comunidade, fundamentada em relações de parentesco e na preservação da propriedade coletiva. Quem não respeita as regras é considerado como ameaça e potencial agressor da ordem social, e será submetido a uma punição e potencialmente à exclusão por morte ou por exílio (expulsão física da sociedade). Ao contrário da solidariedade mecânica, a sociedade moderna, a partir da Europa industrializada do século XIX, caracteriza-se pela solidariedade orgânica. Trata-se de uma sociedade complexa fundamentada na divisão do trabalho, segundo o princípio da especialização, e seus laços resultam da diferenciação, ou se exprimem por seu intermédio. Não há controle social ou coerção, e a solidariedade se cria por meio de redes de relacionamento entre indivíduos e grupos, em que cada um deve respeitar as obrigações assumidas por contratos garantidos pelo Estado.
Classes e Mobilidade Social são conceitos fundamentais para a análise sociológica. Acerca de Conceitos de Classes e Mobilidade Social, pode-se afirmar que:
para Durkheim, os grupos sociais obtêm status, prestígio ou honraria a partir do critério de posições funcional e sócio-profissional, valorizadas e integradas na sociedade. Nesse sentido, os indivíduos estão vinculados por meio da complementaridade das posições que ocupam na divisão do trabalho.
para Weber, as classes, os estamentos e os grupos de status alcançam renda de forma equivalente. O prestígio e o poder oriundos a partir das qualificações, habilidades, méritos e interesses de seus membros são secundários para a definição de classes. A racionalização e a burocratização, a educação de massa e a socialização do conhecimento são os princípios de estruturação de qualquer ordem social. Weber (1999) estabelece ainda que os de grupos de status surgem para substituir o conceito de classe social, definindo a ação dos indivíduos como a busca para satisfazer seus interesses. A ordem político-social e a ordem econômica estão integradas em Weber.
para Karl Marx, a classe social pode ser definida em relação à propriedade dos instrumentos de produção, gerando as relações sociais de produção. Nestas, os homens contraem determinadas relações sociais de trabalho necessárias segundo a sua vontade, relações de produção que correspondem a uma determinada fase de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais. O conjunto dessas relações de produção forma a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se levanta a superestrutura jurídica e política e à qual correspondem determinadas formas de consciência social. O modo de produção da vida material condiciona o processo da vida social, política e espiritual em geral. No entanto, a consciência do homem determina o seu ser e o seu ser social é determinado pela sua consciência sobre sua posição na estrutura produtiva.
o conceito de mobilidade social se refere ao deslocamento de indivíduos ou grupos de indivíduos de um estrato para outro da hierarquia social. A mobilidade social existe em todas as sociedades, seja aquelas tidas como “abertas”, isto é, aquelas em que há grande abertura e flexibilidade na movimentação de pessoas entre as diversas localizações na hierarquia quanto nas ditas "fechadas", ou estratificadas, variando apenas o grau de educação, renda e status social de cada indivíduo, adquiridos ao longo de sua evolução pessoal.
a proposta do paradigma funcionalista de cunho meritocrática prediz cada vez menos desigualdade no processo de alocação de status, na medida em que as sociedades se desenvolvem, apesar de haver uma extraracionalidade no seu processo de distribuição. O processo de mobilidade social é, portanto, baseado em características atribuídas, e não em características adquiridas pelo indivíduo.
“A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de corporação e companheiro, numa palavra, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária, da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta. (...) Vocês se horrorizam com o fato de que queremos abolir a propriedade privada. No entanto, a propriedade privada foi abolida para nove décimos dos integrantes de sua sociedade; ela existe para vocês exatamente porque para nove décimos ela não existe. Vocês nos acusam de querer suprimir a propriedade cuja premissa é privar da propriedade a imensa maioria da sociedade.” (MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista.)
“Há uma luta de classes, sem dúvida. E é a minha classe, a dos ricos, que está fazendo esta luta, e vencendo”. (BUFFET, Warren, bilionário norte-americano, em 2006.)
O tema da estratificação social, e da desigualdade entre classes como motor do conflito nas sociedades, foi recentemente reconduzido ao centro do debate político nos Estados Unidos, principalmente em função:
dos efeitos da dívida interna norte-americana, inflada em função das Guerras do Iraque e do Afeganistão;
da atuação do chamado Tea Party, a ala conservadora do Partido Republicano, em favor da abolição dos impostos para as grandes fortunas;
do caráter crônico dos altos níveis de desemprego nos EUA, sobretudo entre jovens universitários;
de uma nova rodada de conflitos raciais, deflagrados em 2007 na esteira da absolvição de um policial branco que espancara uma mulher negra, no Alabama;
da resposta à crise de 2008, como atesta o slogan “Nós somos o 99%” do movimento Occupy Wall Street.