Questões de Concurso sobre Modo de produção capitalista

 
 
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Leia o trecho abaixo:


“Marx nunca se refere à produção em geral, mas à ‘produção num estádio determinado do desenvolvimento social [que] é a produção dos indivíduos vivendo em sociedade’. Embora a sociedade seja “o produto da ação recíproca dos homens”, ela não é uma obra que esses realizam de acordo com seus desejos particulares. A estrutura de uma sociedade depende do estado de desenvolvimento de suas ______________ e das _____________________ que lhes são correspondentes. Tais conceitos são interdependentes e têm, antes de mais nada, uma finalidade analítica, de modo a tornar inteligível a realidade”.


(QUINTANERO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Marcia Gardênia Monteiro de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim, Weber. Belo Horizonte: UFMG, 2009 - p. 32.)


As expressões que completam corretamente as lacunas são, respectivamente:


A

classes sociais - lutas de classe


B

forças produtivas - relações sociais de produção


C

relações sociais de produção - classes sociais


D

forças produtivas - lutas de classe

Nas suas grandes linhas, os ____________ asiático, antigo, feudal e, modernamente, o burguês, podem ser designados como épocas progressivas da formação econômica e social. As relações de produção burguesas são a última forma antagônica do processo social da produção, não no sentido de antagonismo individual, mas de um antagonismo que decorre das condições sociais da vida dos indivíduos. Mas as forças produtivas que se desenvolvem no seio da sociedade burguesa criam, ao mesmo tempo, as _______________ para a resolução desse antagonismo. Com essa formação social encerra-se, por isso, a ________________ da sociedade humana.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.


A

tipos ideais – condições subjetivas – história


B

modos de produção – condições materiais – pré-história


C

modelos culturais – condições históricas – dialética


D

tipos ideais – ideologias – mística


E

empreendimentos – condições materiais – alienação

Karl Marx observa que a alienação é um componente central do capitalismo, que só pode ser superada com a abolição das relações de produção capitalistas e a criação de uma sociedade sem classes. Considerando essa perspectiva, assinale a alternativa que melhor corresponde à interpretação do autor sobre a condição do trabalhador na produção capitalista.


A

Objetiva-se como autonegação, criando produtos que dominam suas próprias práticas.


B

Sente-se plenamente realizado e reconhecido em seu trabalho.


C

Controla o processo de produção e seus resultados.


D

Possui os meios de produção e decide como utilizá-los.


E

É livre para escolher suas condições de trabalho e salário.

O trabalho, ao longo da história, passou por diferentes formas de organização. Sobre as transformações no trabalho industrial moderno, assinale a alternativa correta:


A

O taylorismo priorizou a especialização e a divisão do trabalho para aumentar a eficiência.


B

O toyotismo desconsidera a flexibilidade como um de seus princípios básicos.


C

O fordismo foi marcado pela produção personalizada em pequenas escalas.


D

O toyotismo eliminou totalmente as práticas do taylorismo e fordismo.

A crise do modelo de produção caracterizado pelo binômio produtivo taylorismo/fordismo gerou uma série de mudanças no padrão de rentabilidade capitalista, assim como novas relações sociais de produção, dentre elas a


A

introdução do just-in-time e a flexibilização da produção, permitindo uma adaptação mais rápida às demandas do mercado.


B

intensificação da produção em massa, focada na padronização e no aumento da produtividade com base em métodos científicos.


C

eliminação da separação entre concepção e execução do trabalho, com ênfase no controle rígido dos processos pelos gerentes.


D

implementação de um sistema de controle científico do trabalho, em que o saber-fazer do trabalhador é subordinado à gerência.

Na Sociologia existem diferentes entendimentos sobre o capitalismo e as formas como ele deve ser definido conceitualmente. Assinale a alternativa que melhor corresponde à análise de Karl Marx sobre o modo de produção capitalista.


A

A essência do capitalismo é uma síntese do espírito do empreendimento ou aventura com o espírito burguês de prudência e racionalidade.


B

O capitalismo está presente onde quer que a provisão industrial para as necessidades de um grupo humano seja executada pelo método de empresa e contabilização de capital.


C

É o sistema em que a riqueza é gerada pela renda fundiária e pelo lucro criado na venda de mercadorias.


D

Modelo socioeconômico que concentra os meios de produção nas mãos de uma classe, forçando os despossuídos a venderem sua capacidade de trabalho como mercadoria geradora de valor e de seu excedente.


E

É caracterizado, em linhas gerais, pela livre concorrência e cooperação voluntária dos indivíduos por meio do mercado.

Karl Marx, ao analisar o modo de produção capitalista, assinala uma oposição fundante desse modo de produção. Ao fazê-lo, contrapõe-se a determinados autores e princípios da chamada economia política de viés liberal.


A oposição assinalada por Marx dá-se entre


A

capital e trabalho.


B

infraestrutura e superestrutura.


C

consciência de si e consciência de classe.


D

ideologia e ciência.

Segundo Namorado (2009), “É importante não esquecer que a irradiação moderna do _______________, desencadeada no início do século XIX e que o tornou num fenômeno universal, sempre se processou como resistência à hegemonia do capitalismo, mesmo quando ele veio incorporar respostas compensatórias às sequelas mais gritantes das pulsões mais predatórias do capitalismo. Uma resistência que, não apagando a sua subalternidade perante a lógica dominante, não permitiu que se diluísse nela sem retorno e alimentou, de algum modo, também a sua alternatividade perante o capitalismo” (Namorado, R., 2009) – trecho adaptado especialmente para esta prova.


Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.


A

Partidarismo


B

Toyotismo


C

Cooperativismo


D

Produtivismo


E

Positivismo

Há experiências de lutas sociais de reapropriação cultural da natureza que são movimentos emblemáticos, como a dos seringueiros no Brasil, que da luta sindical para a comercialização da borracha chegaram a inventar o conceito de reserva extrativista e estão avançando para um novo modo de produção, uma nova racionalidade produtiva, mostrando que é possível viver bem, e não apenas sobreviver, em harmonia com a natureza que habitam. O novo planeta que podemos imaginar é feito desses territórios produtivos que não são apenas economias de autossubsistência mas economias que potencializam a produtividade ecológica de seus territórios.


LEFF, E. Discursos sustentáveis. São Paulo: Cortez, 2010 (adaptado)


O texto expõe a possibilidade de uma nova racionalidade produtiva por meio de uma gestão territorial que se baseia na


A

integração de mercados regidos por pressões regionais.


B

conexão de valores fundamentados por decisões locais.


C

unificação de preços delimitados por demandas nacionais.


D

normatização de regras construídas por instituições mundiais.


E

valorização de tradições orientadas por determinações globais.

A mercantilização é um dos elementos básicos da sociabilidade moderna. O processo de mercantilização invade a vida cotidiana e o conjunto das relações sociais e pode ser explicado pelo fato de que


A

a produção capitalista de mercadorias se expande e vai se universalizando e, nesse contexto, tudo se transforma, paulatinamente, em mercadoria ou adquire valor de troca, indo além dos bens materiais, incluindo cultura, tecnologia, corpo humano e outros fenômenos sociais.


B

o mercado se desenvolve cada vez mais e vai aumentando o seu espaço de domínio, o que promove a passagem do armazém e das lojas especializadas para os grandes shopping centers e atacarejos que tomam conta das grandes cidades e vão se expandindo para as cidades do interior.


C

a racionalização é um derivado e promotor do processo de expansão do mercado e da mercantilização, pois foi através do uso da moeda que se desenvolveu a matemática e a filosofia abstrata na Grécia antiga, e, assim, uma vez consolidada, ela passa a retroalimentar oprocesso mercantil.


D

a cultura consumista gera a necessidade crescente de produção de mercadorias e a propaganda comercial reforça esse processo, produzindo uma situação cada vez mais intensa de produção de mercadorias.

A partir do início dos anos 1980, começou a ocorrer um conjunto de transformações nas relações de trabalho, gerando o que ficou conhecido como “reestruturação produtiva” e instauração do toyotismo. O toyotismo se caracteriza por ser


A

um processo de produção em massa visando satisfazer o consumo de massa que vem se ampliando historicamente, o que provocou a intensificação do uso da tecnologia.


B

um processo de trabalho harmônico, seguindo a cultura oriental e japonesa de contestação da competição social e foco na cooperação da equipe de trabalho.


C

um processo de trabalho que busca atender ao mercado flexível e que busca flexibilizar a si mesmo através de diversas estratégias, tal como o círculo de controle de qualidade.


D

um processo de trabalho focado nas relações humanas, pois a empresa Toyota importou e adaptou a teoria de Elton Mayo, usada na gestão de supermercados norte-americanos.

A Revolução Industrial tem início e se consolida na Grã-Bretanha entre os anos de 1760 e 1840, promovendo mudanças socioeconômicas cujo impacto é sentido até nossos dias. Em especial, a generalização do uso de processos mecânicos de produção de mercadorias modificou profundamente as relações sociais, de produção e de consumo.


Dentre tais modificações, destaca-se o


A

avanço da comercialização e uso de produtos manufaturados.


B

aumento da população e da taxa de crescimento populacional.


C

abandono gradual de máquinas a vapor nos processos produtivos.


D

aumento de preços de produtos têxteis exportados para a Europa.


E

emprego de teares manuais na produção de têxteis para exportação.

A data inicial simbólica do fordismo deve por certo ser 1914, quando Henry Ford introduziu seu dia de oito horas e cinco dólares como recompensa para os trabalhadores da linha automática de montagem de carros que ele estabelecera no ano anterior em Dearbon, Michigan. Mas o modo de implantação geral do fordismo foi muito mais complicado do que isso.


HARVEY, D. Condição pós-moderna. Edições Loyola: São Paulo, 1992. p. 124.


Para muitos estudiosos, o fordismo foi, de fato, um aprimoramento do taylorismo, motivo pelo qual é comum referir-se a ambos como um único sistema de organização produtiva: o taylorismo-fordismo.

A inovação de destaque desse sistema produtivo no primeiro quarto do século XX foi a


A

introdução do trabalho qualificado


B

diversificação da produção industrial


C

produção conforme a demanda


D

criação da linha de montagem


E

fusão do trabalho manual e intelectual

Leia o texto a seguir.


“(...) refere-se às formas estabelecidas de distribuição dos meios de produção e do produto, e o tipo de divisão social do trabalho numa dada sociedade e em um período histórico determinado. Ele expressa o modo como os homens se organizam entre si para produzir; que formas existem naquela sociedade de apropriação de ferramentas, tecnologia, terra, fontes de matéria-prima e de energia, e eventualmente de trabalhadores; quem toma decisões que afetam a produção; como a massa do que é produzido é distribuída, qual a proporção que se destina a cada grupo, e as diversas maneiras pelas quais os membros da sociedade produzem e repartem o produto.”

QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Márcia Gardênia Monteiro. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. 2. ed. rev. amp. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002.p. 32 e 33)

Qual conceito de Karl Marx está descrito no texto acima?


A

Forças produtivas.


B

Alienação.


C

Dialética.


D

Relações sociais de produção.


E

Estrutura.

A estrutura funcional do ambiente gerencial tem mudado profundamente como resultado da inclusão de novas tecnologias de informação nas organizações. Em especial, a utilização de algoritmos e aprendizagem de máquina estão sendo cada vez mais utilizados, principalmente devido à competição entre as empresas para aumentar a produtividade e diminuir os custos.

Considerando os possíveis impactos socioeconômicos da automação, é correto afirmar que


A

o número de postos de trabalho vai aumentar no setor industrial.


B

a automação vai promover a diminuição das desigualdades sociais.


C

as organizações automatizadas implementam a lógica do capitalismo.


D

o gerenciamento das empresas será dificultado pela automação.


E

as políticas públicas do Estado serão prejudicadas pela automação.

Dentre os principais fatores que favorecem à Coordenação Oligopolista de maneira a viabilizar a formação de cartéis, destacam-se:


A

a presença de associações patronais; a presença de canais de distribuição similares; a abrangência geográfica de mercados indefinida


B

a facilidade para detecção de desvios de conduta; a repetição sistemática da interação entre firmas do cartel; a preferência por lucros imediatos em relação a lucros futuros


C

a existência de produtos substitutos; os anúncios públicos de preços; as condições estáveis da demanda


D

a existência de contatos entre rivais em outros mercados; os reduzidos diferenciais de eficiência entre as empresas; o caráter crível da ameaça de punição ao desvio de condutas


E

as barreiras estruturais à entrada; a homogeneidade de produto; a elevada Elasticidade-Preço da Demanda

Uma fábrica na qual os operários fossem, efetiva e integralmente, simples peças de máquinas executando cegamente as ordens da direção pararia em quinze minutos. O capitalismo só pode funcionar com a contribuição constante da atividade propriamente humana de seus subjugados que, ao mesmo tempo, tenta reduzir e desumanizar o mais possível.


CASTORIADIS, C. A instituição imaginária da sociedade.

Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.


O texto apresenta uma contradição interna do capitalismo caracterizada pela


A

obsolescência associada ao uso da tecnologia.


B

orientação voltada à administração de conflitos.


C

alienação decorrente da organização do trabalho.


D

isonomia remanescente da geração de riquezas.


E

produtividade vinculada ao fortalecimento da autonomia.

Par Marx, mais importante do que é produzido pela humanidade em certo período histórico, é como a sociedade se organiza para executar essa produção. Em “O Capital”, ele indaga a respeito das relações específicas estabelecidas entre determinados grupos sociais, em função da produção e reprodução de sua vida material.


O enunciado refere-se ao conceito marxista de


A

Modo de produção.


B

Dialética da natureza.


C

Acumulação primitiva.


D

Estrutura jurídico-política.


E

Desenvolvimento desigual.

Ulrich Beck (2011) argumenta sobre as consequências do desenvolvimento produtivo em escala global para a vida de plantas, animais e seres humanos. Como ele denomina essa forma social da atual modernidade?


A

Sociedade em rede.


B

Modernidade líquida.


C

Biopolítica do poder.


D

Sociedade de risco.


E

Metamodernidade.

“O controle sobre o processo de trabalho e o trabalhador sempre foi crucial para a capacidade do capital de sustentar a lucratividade e a acumulação de capital. Durante toda a sua história, o capital incentivou, inovou e adotou formas tecnológicas cujo principal objetivo é melhorar seu controle sobre o trabalho, tanto no processo de trabalho quanto no mercado de trabalho. Essa tentativa de controle envolve não só a eficiência física, mas também a autodisciplina dos trabalhadores empregados, a qualidade da mão de obra disponível no mercado, os hábitos culturais e a mentalidade dos trabalhadores em relação às tarefas que se espera que realizem e os salários que esperam receber”.


HARVEY, David. 17 contradições e o fi m do capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2016. p. 102.


Podemos afirmar CORRETAMENTE, em relação ao controle sobre o trabalho e o trabalhador:


A

os rigorosos e intensos controles sobre o trabalhador ocorrem de forma padronizada seguindo um padrão do capitalismo e seus gestores.


B

o controle sobre o trabalho e o trabalhador decorre das concepções variadas de gestão segundo os critérios de cada empresa e seus gestores, mas sem se distanciar de certos padrões gerais do capitalismo, principalmente nas grandes empresas.


C

os princípios e tendências amplas de organização social do trabalho, onde o controle é parte estrutural desses mecanismos, têm sido flexibilizados sob a ótica da tecnologia, o que amplia a qualidade da mão de obra, os direitos dos trabalhadores.


D

o controle sobre o trabalho e o trabalhador tem se tornado secundário no mundo do trabalho em que a tecnologia é fundamental.


E

a lucratividade do capital, que historicamente foi ligada ao controle sobre o trabalho, perde sua importância na medida em que o trabalho flexível avança.

 
 
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