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No artigo Territorialidade: trajetória e usos do conceito, Emília P. Godoi afirma que: “Territorialidades, como processos de construção de territórios, recobrem, pois, ao menos dois conteúdos diferentes: de um lado, a ligação a lugares precisos, resultado de um longo investimento material e simbólico e que se exprime por um sistema de representações, e, de outro lado, os princípios de organização - a distribuição e os arranjos dos lugares de moradia, de trabalho, de celebrações, as hierarquias sociais, as relações com os grupos vizinhos. Quando falamos na territorialidade enquanto processo de construção de um território, o aspecto processual merece destaque”.
Para a autora, o aspecto processual merece destaque porque territórios
são espaços construídos e acabados.
estão em permanente transformação.
fornecem recursos muito valorizados.
são partes da natureza a ser apropriada.
constituem fontes de sustento e renda.
No texto intitulado Terras ocupadas? Territórios? Territorialidades?, Dominique T. Gallois esclarece que: “o enfoque da mídia nos conflitos entre índios e ocupantes não-indígenas procura quase sempre caracterizar como provas de sua ‘aculturação’ o engajamento dos índios em atividades antes monopolizadas pelos não-índios ou sua articulação à economia regional. Por exemplo, atividades de criação de gado, de garimpagem, entre outras, são apresentadas como aspectos incongruentes com seus direitos territoriais” (2014. Adaptado).
Para a autora, o enfoque da mídia apresentado no excerto
surge em defesa da preservação das várias culturas indígenas.
reflete o impacto das teorias decoloniais contemporâneas.
defende os interesses indígenas junto à sociedade brasileira.
diz respeito a modelos antropológicos clássicos européus.
apresenta uma imagem romantizada da identidade indígena.
Em 2022, pela primeira vez, o Censo Demográfico apresentou um registro das comunidades quilombolas, mesmo dispondo da contagem dessa população desde 1996. Os dados apresentados são relevantes para aprimorar políticas públicas de acesso à água, saúde, educação e titularização fundiária. Mas, para que não se perpetue a invisibilização dessa parcela da sociedade, é necessário considerar a especificidade de seu modo de vida. A respeito da compreensão cultural da relação dos povos quilombolas com a terra, analise as afirmativas a seguir.
I. O estabelecimento do direito à propriedade aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras envolve o reconhecimento, pelo Estado, da sujeição ao regime escravocrata a que foram submetidos e do valor de suas lutas pela liberdade.
II. A relação dos povos quilombolas com a terra está intrinsecamente relacionada com os processos de subjetivação dessas sociedades, uma vez que o pertencimento não envolve o domínio sobre qualquer terra, mas a presença em um território que simboliza o direito de existir naquele ambiente e de estar em um local em que entes queridos foram enterrados.
III. A significação do território para essas comunidades foi reconhecida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que reconheceu os territórios, elementos naturais, moradias e ritos tradicionais de quilombos como patrimônios culturais do país.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
Assinale a alternativa que corresponde ao denominado “Marco Temporal”.
É uma lei que propõe medidas mais rígidas para o combate ao garimpo na região norte do Brasil.
Refere-se à tese jurídica de que os povos originários indígenas têm direito de ocupar apenas as terras que já ocupavam ou disputavam em 1988, ano da promulgação da Constituição.
O Marco Temporal tem como base a demarcação de terras para a criação de comunidades quilombola.
Refere-se a um artigo da Constituição de 1988 segundo o qual pequenos e médios agricultores podem requerer terras de povos originários, caso seja comprovado que nelas não há produção alimentícia.
Trata-se de uma tese jurídica que aborda que todos os povos indígenas têm direito a ocupar terras, mesmo antes da promulgação da Constituição de 1988.
O território é fundamental para as comunidades quilombolas. Assinale a alternativa que melhor descreve a relação dessas comunidades com o território.
O território é a somatória dos lotes individuais.
O território, hoje em dia, é tratado como uma mercadoria a ser comercializada.
A terra não passa como herança para os descendentes.
Os territórios são tratados como bem comum ao grupo e sua exploração segue a partir de acordos consensuais, baseados na solidariedade e ajuda coletiva.
A decisão sobre o modo de exploração das terras e o tipo de cultura é decisão do coordenador do grupo.


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Os territórios são espaços de relações sociais, de construção da sociabilidade, de convivência, de interação e de pertencimento dos indivíduos, famílias e grupos sociais, de expectativas, sonhos e frustrações. Nesse sentido, os territórios são constituídos, exceto:
Homogeneidade
Espaços geográficos.
Espaços políticos.
Lugar de moradia.
Relações de Poder.