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Segundo Milton Santos, em A urbanização brasileira, é a...

Segundo Milton Santos, em A urbanização brasileira, é a partir das metrópoles que se tem a nova divisão do trabalho territorial, pois é nelas que os lugares são definidos através de tempos sociais. O tempo da metrópole é transmissível


A

a todos os presentes na malha urbana, mas não atinge aqueles que estão nas áreas rurais dos estados, de modo a não interferir de maneira alguma no tempo social do homem do campo.


B

somente àqueles que estão envolvidos numa cultura e numa economia de consumo. Desse modo, o tempo social e lugar político da metrópole estão vinculados somente a capacidade de consumir bens efêmeros e supérfluos pelos que estão no interior de suas áreas de abrangência.


C

a todo o território, a todo o Estado, bem como torna- -se também o tempo das multinacionais e das grandes empresas. Estabelecendo hierarquias e dominâncias específicas sobre lugares vinculados aos tempos subalternos e diferenciados.


D

a todos os empreendedores e às grandes redes atacadistas, à medida que podem continuar a realizar a fragmentação do mercado no mundo globalizado, mas apenas nas áreas densamente povoadas. Desse modo, a metrópole é uma invenção social da pós-modernidade e do processo de globalização neoliberal, que também está presente na base da indústria nacional, seja de âmbito local, regional ou nacional, ou, ainda, aquela presente de maneira clandestina no fundo de quintal das áreas profundamente urbanizadas das cidades.


E

a todos os cidadãos presentes nas cidades de porte médio e as potenciais regionais do território, localizados na malha urbana do país. Com isso, o tempo social da metrópole estrutura um novo saber e um novo poder sobre como é o viver nas áreas densamente urbanizadas ou nos condomínios presentes nesses centros urbanos.