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Os chamados Novos Movimentos Sociais (NMS) passaram a ocorrer na Europa e nos EUA a partir da década dos anos 1960. Esses movimentos surgem fazendo a crítica a esquemas utilitaristas e às teorias baseadas em um cálculo estratégico dos atores. A partir das análises de teóricos como Alain Touraine, Claus Offe, Alberto Melucci, Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, são características que se pode atribuir aos NMS os seguintes conceitos, EXCETO:
A política ganha centralidade na análise e é totalmente redefinida, incorporando o elemento cultural.
Os atores sociais são analisados, prioritariamente, sob dois aspectos: por suas ações coletivas e pela identidade coletiva criada no processo.
Apesar da simpatia dos teóricos pelo neomarxismo, que enfatiza a importância da consciência, ideologia, lutas sociais e solidariedade na ação coletiva, o marxismo foi secundarizado.
O novo paradigma elimina o sujeito histórico que se reduz à humanidade, predeterminado, configurado pelas contradições do capitalismo e formado pela consciência autêntica de uma vanguarda partidária.
A construção de um modelo teórico baseado na negação da cultura. Os teóricos dos NMS negaram a visão funcionalista da cultura como um conjunto fixo e predeterminado de normas e valores herdados do passado.