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“A nova divisão do trabalho a que se refere Durkheim diz respeito não apenas à especialização de funções econômicas, mas à segmentação da sociedade em diferentes esferas e ao surgimento de novas instituições, como o Estado, a escola, a prisão. Em decorrência dessa nova divisão, os indivíduos executam tarefas que, por serem especializadas, contribuem para o funcionamento do organismo social.”
(Medeiros, 2010.)
Durkheim concebe a sociedade como um corpo vivo, um organismo cujas partes – cada instituição e cada indivíduo – cumprem papéis determinados e existem em função do todo. Além dessas ideias, bastante cristalizadas na teoria desse autor, é possível deparar, também, com a teoria que:
Preconiza que o tipo de arranjo social, característico das sociedades pré-capitalistas, sofreu uma mudança radical paralelamente ao aumento populacional.
Valida, pela primeira vez na história do pensamento sociológico, a coesão e a intrinsecabilidade entre o mundo do trabalho e o surgimento das instituições sociais.
Corrobora com a crença de que os proletários se veem como portadores de características e personalidades; mas, ao mesmo tempo, como parte de uma solidariedade mecânica.
Refuta a ideia de que o incremento das comunicações e das trocas de mercadorias e de ideias entre as pessoas tenha sido fator determinante nessa mudança de relações sociais.