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Durante os governos militares do período de 1964-1985, sob a justificativa da integração nacional, foi promovido um significativo processo de ocupação capitalista das terras da chamada “Amazônia Legal”, na Região Norte e no Centro-Oeste, pela promoção dos projetos de colonização.
Nesse contexto, a colonização dirigida apareceu “[...] como um esforço consciente, não apenas para ocupar os vazios amazônicos e valorizar as terras, mas como uma alternativa para a ‘pressão’ demográfica em certas áreas do país. Uma espécie de válvula de segurança para evitar problemas maiores sem que medidas drásticas sejam tomadas para reestruturar o estatuto da propriedade”.
CARDOSO, Fernando Henrique & MULLER, Geraldo. Amazônia: Expansão do capitalismo. São Paulo-SP: Brasiliense S.A., 1977, p.141.
Considerando as características do processo de colonização do contexto acima descrito, assinale a alternativa correta:
O objetivo da colonização promovida pelos governos militares era restrito à viabilização do abastecimento dos centros urbanos industrializados das regiões Sul e Sudeste do Brasil.
A ocupação produtiva da "Amazônia Legal", a partir das práticas sustentáveis empregadas pelas populações tradicionais da "Amazônia Legal" e protegidas pelo governo federal, conferiu a tônica dos projetos de colonização do período descrito.
Estes projetos de colonização podem ser compreendidos como uma contrarreforma agrária, ao aliviar as tensões sociais no campo com o deslocamento de populações das regiões Nordeste, Sul e Sudeste para os chamados “vazios demográficos” da "Amazônia Legal".
O conjunto da maioria desses projetos de colonização pode ser entendido como uma efetiva reforma agrária, ao propiciar a distribuição de terras e a viabilidade econômica da colonização com a criação de órgãos de promoção do desenvolvimento regional como a SUDAM e a SUDECO.
As rodovias federais (Cuiabá-Santarém, Belém-Brasília e a Transamazônica) incrementaram a malha viária da "Amazônia Legal", contudo, não estavam relacionadas com a dinâmica dos projetos de colonização, nem mesmo nos discursos oficiais.