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O procedimento forense denominado carving, que consiste em algoritmos de reconstrução de arquivos com base na recuperação de fragmentos e reconhecimento de conteúdos típicos, é oferecido em muitas ferramentas forenses.
Sobre esse procedimento, o analista forense deve considerar que:
a opção de carving deve ser empregada quando disponível na ferramenta de recuperação de dados, já que garante a recuperação de todos os dados que o usuário do dispositivo tenha apagado, incidental ou propositadamente, permitindo relacioná-los diretamente a ele;
o procedimento de carving deve ser utilizado com critério, pois há o risco de se recuperarem dados de usos anteriores de um dispositivo de armazenamento, sem relação com o usuário ou os fatos sob investigação, podendo ser desaconselhável em algumas situações;
uma das vantagens do uso de carving é que os algoritmos de reconhecimento seguem um padrão, garantindo o mesmo resultado, independentemente da ferramenta ou versão utilizadas;
dados recuperados por carving são interessantes para subsidiar uma investigação, mas não têm valor forense real, devido à variabilidade de resultados (a depender da ferramenta ou versão utilizada), além de não recuperarem metadados como nomes dos arquivos ou datas de acesso;
na maioria dos casos, ele não é de grande utilidade, pois recupera apenas fragmentos de arquivos removidos pelo usuário, não sendo útil no caso de uma formatação lógica do dispositivo, ainda que recente.