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Em Totem e Tabu, Sigmund Freud afirma que:
A religião totêmica desenvolveu-se a partir da consciência de culpa dos filhos, como tentativa de acalmar esse sentimento e de apaziguar o pai ofendido, mediante a obediência a posteriori. Todas as religiões subsequentes mostram-se como tentativas de solução do mesmo problema, que variam conforme o estágio cultural em que são empreendidas e os caminhos que tomam, mas são todas reações, partilhando uma só meta, ao mesmo grande evento, com que teve início a cultura e que, desde então, não permitiu que a humanidade sossegasse”. Ainda ocupando-se do problema da religião como ilusão, Freud assinala que ele ensaiou o tratamento dos problemas de psicologia da religião quando “comparou o ritual religioso com o neurótico”
Freud, S. Obras Completas. São Paulo: Companhia das Letras, vol. 11, p.
143 e 205.
As afirmativas a seguir interpretam corretamente o sentido da religião para Freud com base no trecho, à exceção de uma. Assinale-a.
Deriva do complexo de Édipo, particularmente do sentimento de culpa produzido pelo desejo inconsciente contra o pai.
O sentimento de culpa é universal e coletivo e leva à formação de rituais religiosos para apaziguar a angústia e restaurar uma relação com a figura paterna divina.
Funciona como uma neurose coletiva, na qual a humanidade expressa compulsivamente arquétipos do inconsciente coletivo.
Emerge como um mecanismo de reparação, um meio de apaziguar o pai ofendido, transformado em uma figura sagrada ou totêmica.
Interpreta os ritos religiosos e os sacrifícios como mecanismos simbólicos de reparação e expiação de uma culpa inconsciente.