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No Brasil e no mundo, a parcela da população com idade acima de sessenta anos está crescendo em um ritmo mais acelerado do que qualquer outro grupo etário. Historicamente, o número de crianças sempre foi superior ao número de idosos. Porém, espera-se que, em 2050, o percentual da população mundial acima de sessenta anos ultrapasse o percentual de jovens de até 14 anos. No Brasil, essa transição deve ocorrer já em 2030. Nesse sentido, apresenta-se como desafio para o sistema de saúde brasileiro:
a ausência de políticas públicas específicas para a saúde da população idosa, produzindo uma lacuna na assistência.
o impacto produzido nos sistemas previdenciários, com consequente prejuízo para o financiamento das políticas públicas.
o modelo biopsicossocial atualmente hegemônico, que orienta o cuidado para aspectos que sofrem prejuízo na velhice, como autonomia e independência.
a transformação dos modelos de saúde, que substituam os modelos curativos baseados na doença pelo cuidado integral.
o impacto produzido na economia, devido à queda na produção, haja vista a diminuição da força de trabalho.