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A prática da terapia ocupacional nos diferentes contextos de atuação do Sistema Único de Saúde está vinculada às características principais desses contextos.
Em relação a essas diferenças, é correto afirmar:
No contexto hospitalar, o foco da intervenção no processo de internamento agudo é relacionado às áreas de ocupação dos pacientes, assim como no contexto comunitário, embora a diferença entre o tempo de intervenção em cada contexto seja a característica mais proeminente.
Terapeutas ocupacionais que desenvolvem sua prática nos contextos comunitários atuam sobre um objeto diferente de intervenção em relação ao contexto hospitalar: no território, o objeto de trabalho são as atividades práticas cotidianas dos sujeitos, enquanto no contexto hospitalar, o objeto está centrado nas estruturas e funções do corpo.
Terapeutas ocupacionais que atuam no território e no contexto hospitalar possuem a centralidade do trabalho na ocupação humana. A diferença no desenvolvimento do processo de terapia ocupacional nos dois contextos é o conjunto de práticas que cada equipamento da Rede de Atenção à Saúde estabelece para o processo de cuidado.
As diferenças de atuação no território e no contexto hospitalar estão diretamente vinculadas aos níveis de atenção que cada um destes contextos possui. Neste sentido, níveis de atenção superiores (nível ambulatorial especializado e atenção hospitalar) devem conduzir o processo e orientar os níveis de atenção mais básicos. Essa relação se configura como a linha de cuidado em saúde no Sistema Único de Saúde.