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Segundo De Carlo, Bartalotti e Palm (2004), a atuação da Terapia Ocupacional nos contextos hospitalares esteve presente desde os primórdios da institucionalização da profissão, em 1917, em Chicago, nos Estados Unidos. Assim como a história da humanidade, o desenvolvimento do campo da Terapia Ocupacional não se deu de forma linear e progressiva, pelo contrário, passou por avanços e transformações, acompanhando os contextos sociopolíticos, econômicos e culturais dos países. Sobre a história da profissão e os contextos hospitalares, é correto afirmar:
A primeira ação da Terapia Ocupacional em hospitais era chamada Tratamento Moral. Criada por Adolf Meyer, tinha como objetivo compreender a psicodinâmica do transtorno mental e desenvolver práticas laborais no contexto hospitalar.
No Brasil, nos anos 1980 e 1990, a prática da Terapia Ocupacional no contexto hospitalar foi denominada, de acordo com as correntes metodológicas, como positivista, isto é, tinha como foco a subjetividade e o autoconhecimento do sujeito internado.
No cenário internacional, a década de 1950 foi marcada pela centralização no modelo biomédico e no profissional de medicina. Neste período, Terapia Ocupacional se distancia da prática hospitalar e passa a desenvolver práticas comunitárias e recreativas.
Nos primeiros anos da Terapia Ocupacional no Brasil, a prática hospitalar era desempenhada com foco em doentes crônicos, como pessoas com tuberculose e que sofreram acidentes de trabalho, visando a reabilitação e a adaptação do sujeito para recolocação profissional.
No cenário contemporâneo, o principal objetivo do trabalho da Terapia Ocupacional em contextos hospitalares consiste na coordenação e acompanhamento de oficinas de laborterapia, oficinas laborais na prevenção de deformidades.