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A tuberculose bovina concentra-se principalmente na América do Sul, que também detém a maior população bovina, a ocorrência da doença é maior nos países em desenvolvimento e em criações intensivas, como em bovinos leiteiros, e menor nos países desenvolvidos, onde o controle e a erradicação encontram-se em fase avançada (MAPA, 2006). Na inspeção pós-morte, segundo a legislação brasileira, a carcaça em que é detectada tuberculose:
Os fígados que apresentarem abscesso devem ser destinados à graxaria e a carcaça, liberada.
A carcaça é destinada à conserva ou graxaria se a pneumonia for aguda e extensa, ou se for acompanhada de lesões generalizadas na carcaça, caso contrário, somente os pulmões são condenados e a carcaça é liberada para consumo.
Pode-se ter condenação total (alterações tuberculosas nos músculos, tecidos intramusculares, ossos, lesões caseosas concomitante em órgãos torácicos e abdominais, lesões miliares, lesões múltiplas ou generalizadas) ou parcial, no caso, com aproveitamento condicional, por esterilização pelo calor (lesões discretas, localizadas, limitadas a linfonodos ou linfonodos e órgãos, não havendo incidência de uma invasão recente do bacilo tuberculoso através do sistema circulatório, sendo feito sempre remoção e condenação das partes atingidas).
Pode ser liberada para consumo 10 dias após o congelamento da carne e vísceras, a uma temperatura mínima de - 10°C por tempo não inferior a 10 dias, é suficiente para tornar todos os órgão viáveis.