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A seleção e a preparação de pacientes cirúrgicos requer atenção a diversos detalhes. O animal deve ser submetido a exame físico, seguido de uma avaliação laboratorial apropriada. O histórico completo, bem como a obtenção de informações pré-operatórias permite uma comparação da condição do animal, antes e após a cirurgia. Com relação aos cuidados pré e pós-operatórios do paciente cirúrgico, assinale a afirmativa INCORRETA.
O paciente deve ser estabilizado tanto quanto possível antes da cirurgia. Ocasionalmente, a estabilização é impossível, e a intervenção cirúrgica deve ser feita rapidamente; no entanto a reposição de déficits hídricos e a correção de anomalias ácido-básicas e eletrolíticas antes da indução anestésica geralmente são justificadas.
A principal preocupação pré-operatória em pacientes anêmicos é a manutenção da capacidade de transportar oxigênio, e isto pode requerer uma transfusão sanguínea.
Pacientes em sepse, síndrome do extravasamento capilar e síndrome de angústia respiratória após trauma devem obrigatoriamente receber coloides, na taxa de até 90 mL/kg para cães e até 60 mL/kg para gatos.
O histórico do paciente, sinais clínicos, alterações observadas no exame físico e quantificação do pH, bicarbonato e da concentração sanguínea de dióxido de carbono (CO2) total são úteis na identificação de anomalias ácido-básicas significativas.
Na clínica médica de equinos, o líquido peritoneal é comumente colhido e analisado para auxiliar na avaliação do animal e no diagnóstico de diferentes enfermidades abdominais nesses animais. O procedimento é tecnicamente conhecido como abdominocentese e é contraindicado nos casos de
sinais recorrentes de dor abdominal, já que, nesses casos, o procedimento de eleição é sempre cirúrgico, devendo ser realizada a laparotomia exploratória.
cavalos com suspeita de neoplasia abdominal, pois, a depender do tipo tumoral, pode ocorrer efeitos adversos, a exemplo de hemorragias de grande extensão seguida de morte.
acentuada distensão do intestino delgado, que pode ser acidentalmente puncionado e resultar em extravasamento do conteúdo intestinal para a cavidade abdominal.
potros com suspeita de ruptura da bexiga, pois independentemente do resultado da abdominocentese, o tratamento de eleição é o procedimento cirúrgico.
perda de peso sem causa determinada, pois os quadros de caquexia influenciam a posição anatômica dos órgãos abdominais, o que predispõe a punção acidental de alças intestinais.
Segundo a DBCA, qual alternativa NÃO apresenta uma conduta a ser seguida durante a realização de projetos?
Os procedimentos cirúrgicos devem seguir os padrões aceitos na prática médica veterinária. A analgesia, a anestesia e a cirurgia devem ser realizadas somente por pessoal capacitado.
O manejo de animais deve ser realizado somente por pessoal capacitado nos procedimentos específicos para evitar dor, sofrimento ou estresse.
O uso sequencial de animais deve ser estimulado, pois essa conduta está diretamente ligada ao princípio de redução dos 3Rs.
Em caso de procedimentos cirúrgicos múltiplos, o intervalo de tempo entre os procedimentos deve garantir a recuperação do animal, de acordo com a proposta original autorizada pela CEUA.
O período pós-operatório deve proporcionar conforto e analgesia para o animal. Deve-se dar, entre outros, atenção a hidratação, alimentação, higiene, temperatura e controle de infecções.
São características dos materiais de sutura utilizados em medicina veterinária:
fios sintéticos, monofilamentares e não absorvíveis: aço, poliamida e polipropileno.
fios sintéticos, multifilamentares e absorvíveis: categute, poliglactina 910 e polidioxanona.
fios orgânicos, monofilamentares e absorvíveis: polidioxanona, poligliconato e poliamida.
fios orgânicos, multifilamentares e não absorvíveis: algodão, seda e poliamida.
Na orquiectomia realizada em coelhos o acesso aos testículos pode ser
pelo acesso umbilical ou bolsa escrotal caudal.
exclusivamente por acesso abdominal.
pela bolsa escrotal caudal, exclusivamente.
por acesso inguinal esquerdo.
pela bolsa escrotal caudal, medial ou cranial e por acesso abdominal.
Para criar animais de laboratório, as instalações onde esses animais são criados (biotérios) devem possuir equipamentos especializados para manter a integridade das barreiras do local. Além disso, o local deve manter sob controle temperatura, umidade, ventilação e pressão, de acordo com a finalidade do biotério, considerando ainda a espécie de animal a ser criada/mantida no local. De acordo com essas necessidades, assinale a alternativa correta.
O piso do biotério deve ser liso, resistente a agentes químicos, permeável e absorvente, de modo a reduzir a propagação de possíveis contaminantes.
Recomenda-se que as paredes sejam feitas de revestimento cerâmico (azulejos), com o objetivo de reduzir a incrustação de contaminantes.
A sala de animais deve ser de tamanho suficiente para abrigar diferentes espécies na mesma sala, visando atender os diferentes experimentos realizados no local.
A estufa de esterilização por calor seco promove a oxidação de proteínas e é menos eficiente do que o processo de autoclavagem, uma vez que o calor sem pressão tem menor poder de penetração.
A área de higienização poderá ser compartilhada com a sala de animais, uma vez que ruídos acima de 85 decibéis vindos desse local não são prejudiciais aos animais de laboratório.
Os animais de laboratório representam um risco para quem os maneja, pois, mesmo que não estejam experimentalmente infectados, podem estar carreando microrganismos patogênicos, inclusive zoonóticos, que contaminam as instalações do biotério, especialmente superfícies e objetos que estão em contato direto com os animais. Assim, para evitar a transmissão de doenças, deve haver desinfecção e esterilização adequadas antes e após a execução de tarefas, por meio de aplicação de agentes físicos ou químicos. Sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
Soluções de álcool etílico são empregadas para descontaminação e desinfecção de superfícies de bancadas, fluxo laminares, equipamentos de grande e médio porte e para a antissepsia das mãos.
Compostos quaternários de amônio são muito efetivos para bactérias Gram-positivas, e em menor grau para as Gramnegativas, especialmente para as Pseudomonas, apresentando ação letal para esporos bacterianos, mas não para micobactérias.
Em função da toxicidade e do caráter irritante do formaldeído, ele não é recomendado para desinfecção rotineira de superfícies, equipamentos e vidrarias, podendo ser utilizado em situações especiais, de acordo com o microrganismo envolvido.
O ácido peracético é ativo para bactérias na forma vegetativa, incluindo micobactérias, fungos, vírus lipofílicos e hidrofílicos e para esporos bacterianos, sendo instável quando diluído e corroendo materiais de cobre, bronze, aço e ferro galvanizado.
Os iodóforos são utilizados principalmente em antissepsia, como uma alternativa à clorexidina, e em situações em que é necessária uma ação rápida e de amplo espectro, sendo ainda usados para artigos como ampolas, vidros, termômetros e superfícies externas e metálicas de equipamentos.