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A palavra Meteorismo designa uma das tantas doenças do trato alimentar dos animais. Um sinônimo de Meteorismo é:
Hérnia diafragmática.
Timpanismo ruminal.
Paraqueratose ruminal.
Indigestão vagal.
Pericardite traumática.
A verificação da condição de bem-estar de animais em abrigos e de possíveis práticas de maus-tratos é de extrema relevância. A vistoria nesses locais por um médico-veterinário mostra-se insubstituível e o profissional deverá elaborar um laudo ou um parecer que ateste as condições físicas, nutricionais, ambientais e psicológicas às quais os animais ali presentes estão sujeitos.
R. C. M. Garcia. Tópicos em Medicina Veterinária Legal, editado por Rita de Cassia Maria Garcia [et al]. Curitiba-PR: UFPR, 2018. 98 p. (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, assinale a alternativa correta.
Por ser muito subjetivo, o conforto não é considerado como um bom indicador de bem-estar animal.
Os animais precisam estar livres de doenças, devendo o médico-veterinário descrever o parecer como inadequado diante de qualquer sinal clínico apresentado.
Devido à dificuldade de diagnóstico, indicadores comportamentais como medo e estresse não devem ser reportados.
Animais caquéticos ou extremamente magros não são necessariamente vítimas de maus-tratos.
A temperatura ambiental do local onde os animais permanecem não é um aspecto que precisa ser avaliado.
Canino, fêmea, com 4 anos de idade, apresenta edema na genitália externa com gotejamento de secreção serosanguinolenta, iniciado após o animal desaparecer em seu período de estro. No seu exame físico, foi observado o aumento de volume da genitália externa e a presença de protusão vulvar. Nos exames ginecológicos, foi observada massa tumoral friável com fácil sangramento na manipulação. O diagnóstico conclusivo foi de tumor venéreo transmissível e, para tratamento adequado, o fármaco a ser utilizado deve ser
sulfato de bleomicina.
sulfato de vincristina.
L-asparaginase.
mitoxantrona.
melfalano.
Assinale a alternativa correta:
Respectivamente, a pulorose, “pipoca ou caroço” e a “batedeira” são enfermidades específicas de:
Aves, suínos e pombos.
Ovinos, ovinos e equinos.
Peixes, peixes e bovinos.
Aves, aves e suínos.
Aves, peixes e peixes.
Canino, com 8 anos de idade, apresentava espirros após ingerir sólidos ou líquidos, apresentando também secreção nasal. Na anamnese e exames físicos de inspeção, o tutor relatou ausência de profilaxia oral sendo visualizada a presença de estomatite bacteriana grave. A queixa clínica do espirro após ingestão, pode estar relacionada a
megaesôfago.
fístula oronasal.
esofagite de refluxo.
corpo estranho esofagiano.
faringite bacteriana.
Felino apresenta lesão no lábio mandibular há mais de três semanas. Na anamnese, os tutores do animal relataram ser fumantes, e que, além da ração, introduziam, ocasionalmente, atum em conserva na dieta do gato. Na inspeção, observou-se coleira antipulgas e, no exame de imagem, foram observadas lesões ulcerativas e invasivas com penetração em tecido ósseo mandibular. Com base nos achados acima, qual o provável diagnóstico?
Melanoma maligno.
Esporotricose.
Carcinoma de células escamosas.
Dermatite Actínica.
Epúlide.
A questão 51 está relacionada ao conteúdo da tabela apresentada a seguir.
Tabela 2. Resultados do perfil tireóideo de um cão
Variável | Valor observado |
Tiroxina total – (tT4) | Abaixo do limiar inferior |
Tiroxina livre – (ft4)de | Abaixo do limiar inferior |
Hormônio estimulante da tireoide (TSH) | Dentro do intervalo de referência (DIR) |
Autoanticorpos contra a tireoglobulina (TgAA) | Negativo |
Assinale a alternativa que apresenta a interpretação para os resultados demonstrados na Tabela 2.
Resposta potencial após doença não tireóidea.
Hipotireoidismo secundário por disfunção da hipófise.
Tireoidite linfocítica.
Hipotireoidismo primário.
Tireoidite sem disfunção.
“A produção animal é estratégica para o combate à resistência antimicrobiana. Por anos, antibióticos foram usados na promoção de crescimento e sanidade dos rebanhos bovinos, suínos e de aves. A falta de critério reduziu a eficácia das substâncias, gerou microrganismos resistentes e afetou a imunidade dos animais.”
Fonte: Revista CFMV, n°89/2022.
Como definição, a resistência microbiana é o fenômeno que impede um fármaco de manter a eficácia contra os microrganismos patogênicos, quando esse fármaco é utilizado nas mesmas condições, após um determinado período. Assume-se como um diagnóstico positivo para resistência microbiana quando um determinado fármaco obtém redução de sua eficácia inferior a 80% contra um determinado microrganismo. As alternativas abaixo apresentam causas predisponentes ao aparecimento de resistência microbiana, EXCETO:
O tratamento de rebanhos em intervalos curtos, inferiores ao período pré-patente dos microrganismos patogênicos.
Utilização de produtos farmacológicos de ação prolongada com grande frequência.
Utilização alternada e com frequência de diferentes grupos de medicamentos.
Aquisição de animais com resistência lateral, cruzada ou múltipla.
Realização de tratamentos apenas nos animais doentes.
Cão da raça labrador de 8 anos de idade foi atendido em um hospital veterinário com dispneia inspiratória aguda, estridor e cianose. O tutor relatou que o animal vinha apresentando mudança de voz, engasgos ao se alimentar e intolerância ao exercício. Considerando o caso hipotético, analise as afirmativas a seguir.
I. O diagnóstico provável é o edema pulmonar secundário à cardiomiopatia dilatada, comum em raças grandes e gigantes.
II. É indicada a terapia médica de emergência e estabilização do quadro, devendo ser tratado com furosemida, nitroglicerina e repouso até a melhorara da dispneia.
III. O paciente apresenta provável paralisia laríngea com falha das cartilagens aritenoideas em abduzir, devendo-se proceder à laringoscopia para o diagnóstico.
IV. O cão pode apresentar pneumonia bacteriana e deve ser tratado com antibioticoterapia, nebulização e broncodilatadores.
V. Após o diagnóstico, exames adicionais devem ser realizados para identificar doenças subjacentes ou concomitantes como, por exemplo, hipotireoidismo, neoplasia e Miastenia gravis.
Está correto o que se afirma apenas em
III.
I e II.
I e IV.
III e V.
IV e V.
A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida por um vetor da subfamília Phlebotominae, gênero Lutzomyia, popularmente conhecido como mosquito-palha. Quanto a essa doença, é INCORRETO afirmar:
É considerada uma zoonose, podendo afetar cães e humanos.
É proibido, em todo o território nacional, o tratamento da leishmaniose visceral em cães infectados ou doentes, com produtos de uso humano ou produtos não-registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O Milteforan é o único medicamento atualmente aprovado pelo MAPA que induz a cura definitiva da doença, comprovada cientificamente por estudos.
Em muitos casos, ainda é indicada a eutanásia de animais contaminados que apresentam sintomas clínicos.
As manifestaçoes clínicas mais frequentes incluem: Linfoadenopatia, Dermatites, Onicogrifose, Anemia, Perda de peso, Caquexia, Problemas de locomoção, Conjuntivite, Epistaxe.
Um cão da raça border collie, com 3 anos de idade, foi levado pelo seu dono a uma clínica veterinária, apresentando os seguintes sinais clínicos: epistaxe recorrente, alopecia periocular, lesões em narinas, seborreia seca nas orelhas e região cervicotorácica, onicogrifose, além de emagrecimento e linfadenopatia. Isso quer dizer que, provavelmente, o cão é portador de:
Esporotricose
Dermatofitose
Leishmaniose visceral
Leishmaniose tegumentar
Sobre o hipotireoidismo, analise as afirmativas a seguir.
I. Os sinais clínicos incluem letargia; ganho de peso; intolerância ao frio; mixedema; alopecia simétrica; e, taquicardia à auscultação.
II. O hipotireoidismo secundário é a forma mais comum em cães e resulta da destruição da glândula tireoide, sendo os achados histopatológicos mais comuns a tireoidite linfocítica e a atrofia idiopática da glândula tireoide.
III. Em casos severos pode ocorrer fraqueza muscular com hipotermia e diminuição do nível de consciência, podendo progredir para estupor e coma.
IV. O diagnóstico baseia-se em baixas concentrações de T4 livre e TSH.
V. Alguns fatores, como doenças não tireoideanas e fármacos, podem afetar a concentração dos hormônios tireoideanos e TSH endógenos, levando à síndrome do enfermo eutireoidiano.
Está correto o que se afirma apenas em
I e III.
III e IV.
III e V.
I, II e III.
I, II e IV.
No caso da intoxicação por ureia em bovinos, diversos sinais aparecem em evolução, até causar a morte.
Nas opções a seguir, estão listados seus sinais, à exceção de uma. Assinale-a.
neuropatia
atonia ruminal
insuficiência pulmonar
desidratação
A tuberculose é uma das mais importantes enfermidades infectocontagiosas zoonóticas que acometem animais silvestres em cativeiro no mundo inteiro, expondo os profissionais que atuam com fauna. O diagnóstico clínico em mamíferos silvestres é limitado diante da inespecificidade dos sinais clínicos. Do mesmo modo, os exames complementares ainda se baseiam, principalmente, na utilização de provas intradérmicas de hipersensibilidade tardia (tuberculinização), a partir do uso de extratos proteicos purificados de micobactérias, a tuberculina. Infelizmente, o teste foi desenvolvido e padronizado para uso em bovinos e bubalinos domésticos. Sendo assim, a adoção de medidas preventivas é um grande desafio. Sobre o diagnóstico dessa importante enfermidade, analise as assertivas a seguir:
I. Exames radiográficos podem ser utilizados para animais de pequeno ou médio porte que apresentem granulomas calcificados.
II. No exame histopatológico dos tecidos, as micobactérias coram-se de vermelho-vivo em técnicas como a de Ziehl-Neelsen, sendo a técnica microscópica mais comumente empregada.
III. As lesões morfológicas, tanto macro quanto microscópicas, possibilitam distinguir qual espécie de Mycobacterium está envolvida.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas I e III.
I, II e III.
A sarna notoédrica (sarna felina) é uma dermatose intensamente pruriginosa e formadora de crostas dos gatos, causada pelo:
Ácaro Notoedres cati.
Ácaro Notoedres felis.
Ácaro Cytauxzoom felis.
Ácaro Rickettsia rickettsii.
Ácaro Cheyletiella yasguri.
Os medicamentos são classificados quanto à sua finalidade em: curativos, profiláticos, sintomáticos, dietéticos e diagnósticos. Um grupo de medicamentos profiláticos são os
inotrópicos.
antibióticos.
antiparasitários.
antinflamatórios.
eimeriostáticos.
Um fármaco está sendo administrado na velocidade de 6 ml/kg/h. Considerando que o paciente pesa 10 kg e que a concentração da solução é de 0,25 mg/ml, a alternativa que apresenta a dose adequada (mg/kg/minuto) do fármaco é:
25
2,5
0,25
0,025
No exame clínico para o sistema nervoso, devemos também avaliar a integridade dos nervos cranianos. Dentre estes podemos citar os seguintes pares: trigêmeo, abducente, troclear, acessório, vago e facial. Esses pares de nervos cranianos são representados, respectivamente, pelos algarismos romanos:
V, VI, IV, XI, X e VII.
V, IV, VI, XI, X e VII.
IV, V, XI, VI, X e VII.
V, IV, VI, X, XI e VII.
O médico veterinário do batalhão precisa imobilizar o membro de um animal e opta por imobilizar com a bandagem de Robert-Jones. Ele solicita que você, como técnico em Veterinária, efetue a imobilização, mas antes pede que explique como é feito o procedimento. Então, você diz que se deve
aplicar faixas de esparadrapos desde o carpo (tarso) até os dedos. Enrolar um revestimento acolchoado firmemente ao redor do membro de forma espiral com 50% de sobreposição. Enrolar a atadura elástica sobre o algodão a fim de comprimi-lo. Posicionar o membro revestido em uma tala de tamanho apropriado e afixá-la ao membro com fita adesiva elástica.
aplicar faixas de esparadrapo às faces cranial e caudal da pata desde o carpo (tarso) até 15 cm além dos dedos. Enrolar acolchoamento de algodão ao redor do membro desde o final dos dedos até o úmero no terço médio. Em seguida, enrolar gaze elástica firmemente sobre o algodão a fim de comprimi-lo. Inverter as faixas de esparadrapo e fixá-las à camada externa da gaze. Então, colocar uma fita elástica à superfície exterior da bandagem.
fixar faixas de esparadrapo nas superfícies cranial e caudal do membro, e aplicar o molde acolchoado de algodão em torno do membro e do tórax. A seguir, enrolar atadura elástica sobre o revestimento de algodão. Contornar o membro com a atadura de modo firme com compressão leve dos tecidos moles.
colocar uma camada fina de molde acolchoado em torno da área metatársica e enrolar com atadura não aderente várias vezes sobre o revestimento de algodão. Flexionar o joelho ao máximo e enrolar a atadura ao redor da coxa, trazendo-a medialmente entre a parede do abdome e o membro. Puxar a atadura com firmeza e levá-la à frente do joelho para manter a flexão. Terminar a bandagem aplicando material adesivo elástico da mesma maneira.
com o ombro e o cotovelo flexionados e o membro aduzido contra a parede do corpo, iniciar posicionando duas ou três camadas de molde acolchoado de algodão ao redor do tórax e membro. Enrolar as camadas cranial e caudalmente ao membro oposto para prevenir o deslize no membro incorporado. Colocar uma camada adicional de forma semelhante à atadura.
A ACTINOMICINA D é um antineoplásico do grupo dos antibióticos que destrói o DNA celular e previne a replicação. É um medicamento fase não específico. Não é absorvido pelo trato gastrintestinal, é amplamente distribuído por todos os tecidos, exceto SNC, e excretado inalterado pela bile e pela urina. Dentre suas aplicações clínicas estão:
No tratamento de neoplasias linfoides, principalmente linfoma linfoblástico.
No tratamento de neoplasias linforreticulares, Rabdomiossarcoma, Coriocarcinoma.
No tratamento de leucemias granulocíticas, Distúrbios mieloproliferativos.
No tratamento de tumor testicular, Carcinoma de células escamosas, Linfoma.
Atua como antineoplásico e imunossupressor.