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Canino, com 10 anos de idade, apresentou um quadro de ascite e edema nos membros pélvicos. O animal já tinha sido diagnosticado com insuficiência cardíaca, fazendo uso de maleato de enalapril e furosemida por, no mínimo, 30 dias. O uso contínuo de furosemida, em pacientes com cardiopatias, pode causar efeito adverso ocasionando
hipercalcemia.
hipoglicemia.
hipercalemia.
hipocalemia.
hiperglicemia.
Estudos cinemáticos com câmaras de alta velocidade confirmaram que, no início da fase de apoio da passada, a porção distal do membro anterior está sujeita a mais estresse devido à carga aplicada quando comparada com o membro posterior. Considera-se que os membros anteriores suportem, aproximadamente, 60 a 65 % do peso corporal total do cavalo, o que justifica a necessidade de uma boa musculatura e conformação. Portanto, defeitos de aprumo nos membros anteriores prejudicam o andamento do animal, sendo, muitas vezes, acompanhado de dor considerável. Durante o trabalho regular podem ser observados defeitos da passada, sobretudo nos membros anteriores. Dentre esses defeitos podemos citar:
Ceifar: o membro em suspensão descreve um arco para dentro; mas, normalmente, aterra dentro da trajetória normal.
Plaiting: o cavalo coloca o casco diretamente à frente do outro. Há grande risco de tropeços. Este defeito está associado a esquerdos e/ou peito estreito.
Winging: o membro em suspensão descreve um arco para fora; mas, normalmente, aterra fora da trajetória normal. Podem ocorrer lesões na coroa e metacarpos.
Alcançar: atingir um membro com o membro oposto pode resultar em tropeções e feridas. Geralmente, este defeito está associado a esquerdos e/ou peito estreito.
Ceifar: o membro em suspensão descreve um arco para fora e nunca aterra dentro da trajetória normal. Geralmente, este defeito está associado a esquerdos e/ou peito estreito.
A Patologia que cursa com o desenvolvimento de lesões cutâneas granulomatosas, ulceradas ou fistuladas, localizadas, principalmente, nos membros, cabeça e partes baixas do tórax e abdome, que ocorre principalmente no verão, período de chuvas intensas e temperaturas altas, sendo a espécie equina a mais atingida, ocasionada por um fungo, é a:
sarna sarcóptica.
habronemose cutânea.
pitiose.
aspergilose.
dermatofitose.
Endocardite é uma infecção que acomete as válvulas cardíacas ou os tecidos endocárdicos. A bacteremia persistente, transitória ou recidivante causa a infecção endocárdica. Sobre a endocardite infecciosa, assinale a afirmativa INCORRETA.
A prevalência é maior em gatos do que em cães.
A miosite e a artrite séptica são possíveis sequelas.
As lesões vegetativas podem se desprender, causando tromboembolismo.
Muitos animais acometidos pela doença são investigados com “febre de origem desconhecida”.
Os procedimentos dentários; endoscopia; cateterização uretral; e, cirurgia anal são causas possíveis.
A cicatrização da solução de continuidade acontece em fases distintas, sendo que cada uma delas apresenta a predominância de determinados tipos celulares. Sobre a fase proliferativa da regeneração tecidual, assinale a alternativa incorreta.
Ocorre após os eventos inflamatórios iniciais.
Durante esse período, a ferida passa por estágios tais como: fibroplasia, síntese de colágeno, angiogênese, contração e epitelização.
Essa fase é marcada pela formação de tecido de granulação, caracterizado pela presença de um leito vascular, macrófagos, fibroblastos, colágeno, fibronectina, além de ácido hialurônico.
É também chamada de fase de reparo, sendo marcada pelo fortalecimento da ferida com a formação de uma barreira física eficiente em decorrência da remodelação dos feixes de colágeno e do acúmulo de camadas epidérmicas.
A fase proliferativa tem início de três a cinco dias após a lesão e sua duração depende do tamanho e da localização anatômica da ferida, além do estado geral do paciente.
A piometra canina de cérvix fechada, sem ruptura uterina confirmada por ultrassonografia, constitui uma
urgência cirúrgica, devendo a paciente ser estabilizada clinicamente e encaminhada para a ovário-histerectomia.
emergência cirúrgica, devendo a paciente ser encaminhada imediatamente para a ovário-histerectomia.
urgência clínica, devendo a paciente ser tratada mediante administração de prostaglandinas e agonistas dopaminérgicos.
urgência clínica, devendo a paciente ser tratada clinicamente, mediante administração de antibióticos de amplo espectro.
A piometra é o acúmulo de material purulento no interior do útero de cadelas e gatas, sendo uma condição que coloca em risco a vida do animal.
Com relação a essa patologia e seu tratamento, assinale a alternativa incorreta.
A piometra se desenvolve no período do ciclo estral diestro, em que o útero está sob influência do hormônio progesterona, que estimula o crescimento e a atividade secretora das glândulas endometriais.
Os sinais clínicos da piometra variam, podendo o animal apresentar secreção vaginal, desidratação e endotoxemia.
A infecção bacteriana determina a mortalidade e a morbidade, sendo a Escherichia coli um dos microrganismos geralmente presentes na piometra em cadelas e gatas.
Antimicrobianos devem ser utilizados no pré e no pós-operatório, sendo os aminoglicosídeos sempre indicados, por apresentarem amplo espectro.
A eutanásia em animais, quando não executada pelo médico veterinário, deve ser realizada sob a supervisão deste profissional e por um indivíduo treinado e habilitado para o procedimento. Quanto à responsabilidade do médico veterinário na prática da eutanásia, Analise as proposições a seguir.
I- Certificar-se de que os animais submetidos à eutanásia estejam em ambiente tranquilo e adequado.
II- Atestar a morte do animal, embora observando a presença dos parâmetros vitais.
III- Confirmar autorização, de forma oral, do proprietário ou responsável legal pelo animal, para a realização do procedimento.
IV- Permitir que o proprietário ou responsável legal pelo animal assista ao procedimento, sempre que o proprietário assim o desejar, desde que não existam riscos inerentes.
Está CORRETO o que se afirma apenas em:
I e IV.
I, II e III.
II e III.
I e II.
III e IV.
O pavilhão auricular consiste na parte plana da cartilagem auricular, coberta por pele em ambos os lados. A maioria das doenças de pele pode afetar o pavilhão auricular nos cães e gatos, podendo, também, lesionar outras partes do corpo. São dermatoses pruriginosas do pavilhão auricular de cães e gatos, EXCETO:
Escabiose.
Aspergilose.
Trombiculíase.
Sarna notoédrica.
Alergia / hipersensibilidade alimentar.
O termo síndrome nefrótica é tradicionalmente empregado para descrever pacientes com as seguintes alterações:
Neutrofilia; trombocitopenia; cilindrúria; e, piúria.
Anemia; neutrofilia; hipertensão; uremia; e, piúria.
Proteinúria; piúria; bacteriúria; e, hipoalbuminemia.
Proteinúria; hipoalbuminemia; hipocolesterolemia; e, poliúria.
Proteinúria; hipoalbuminemia; hipercolesterolemia; e, edema ou ascite.
A importância do cuidado adequado com os cascos dos animais é reconhecida por muitos e, inclusive, destacado em ditados populares, como:
“Por causa de um cravo, perdeu-se a ferradura;
Por causa da ferradura, perdeu-se o cavalo;
Por causa do cavalo, perdeu-se a guerra.”
Sobre as afecções observadas em cascos de equinos, analise as afirmativas abaixo:
I. As causas sugeridas de laminite aguda incluem a microtrombose induzida por endotoxinas e alterações na dinâmica vascular.
II. A síndrome navicular é causada por bactérias que causam um forte odor e deve ser prevenida mantendo-se os equinos em pisos limpos e secos.
III. Os abscessos surgem na parte macia da pata do equino e podem ser resultantes de machucados e até de picadas de insetos. Além de incômodo, pode se tornar um empecilho para o caminhar do cavalo. O ideal é manter uma rotina consistente de limpeza dos cascos dos cavalos para não acumular sujeiras, o que poderia aumentar a gravidade dos abscessos.
IV. Quando a sujeira entra em contato com um ferimento na perna do cavalo, pode acarretar complicações para o casco, é o que conhecemos por “sapinho de casco”. Como prevenção, deve-se tratar os ferimentos, independentemente da gravidade, com cuidado para não se tornarem porta de entrada para sujeiras e matérias estranhas.
V. Os cascos dos equinos podem descascar quando são expostos a atividades constantes sobre superfícies resistentes, sem a devida manutenção. As rachaduras podem tornar o caminhar desconfortável para o animal. A forma mais simples de prevenir rachaduras nos cascos é evitar o deslocamento dos equinos sobre superfícies duras, como asfalto e concreto, por exemplo.
Estão CORRETAS:
Apenas I e II.
Apenas I, II e III.
Apenas III e IV.
Apenas I, III e V.
Apenas II e IV.
A dispneia, ou respiração dificultosa, é uma alteração que afeta frequência, ritmo, tipo ou profundidade da respiração. Acomete vacas de produção leiteira e pode ser identificada por meio de sinais clínicos como boca aberta, cabeça e pescoço distendidos, animal permanecendo em estação com as patas em abdução, entre outros sinais. Entre as afirmativas abaixo, escolha aquela que NÃO está associada a uma causa de dispneia em vacas leiteiras.
Edema de glote.
Respiração anal invertida.
Estenose nasal.
Pneumonia.
Microbronquites difusas.
Sobre a Leishmaniose Visceral, é CORRETO afirmar:
O homem é o principal reservatório e fonte de infecção no meio urbano.
A enzootia humana tem precedido a ocorrência de casos caninos e a infecção em humanos tem sido mais prevalente do que no cão.
No ambiente silvestre, os reservatórios são as raposas e os marsupiais.
No Brasil, duas espécies, até o momento, são consideradas vetores da doença: Lutzomyia chagasi e Lutzomyia lutzomyia.
A forma de transmissão é por meio da picada de vetores infectados pela Leishmania (L.) cruzi.
A Salmonella enteritidis é uma bactéria gram-negativa, não esporulada e anaeróbia facultativa e o agente etiológico da zoonose, que pode ser transmitida por alimentos e causar quadros gastroentéricos como diarreia e febre, conhecidos como salmonelose.
Certo
Errado
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um efeito circulatório da ventilação controlada com pressão positiva intermitente:
Aumento da pressão arterial.
Diminuição do retorno venoso.
Diminuição do volume sanguíneo.
Diminuição da força cardíaca de ejeção.
A dirofilariose é uma zoonose pouco conhecida que tem como causa a Dirofilaria spp, um nematódeo mais conhecido por verme do coração dos cães, mas que também pode acometer gatos e o ser humano. Sobre a dirofilariose, é CORRETO afirmar:
A dirofilariose é uma doença de caráter crônico, transmitida por mosquito dos gêneros Aedes, Culex e Anopheles.
Nos cães, caracteriza-se por comprometimento do parênquima pulmonar ou nódulos subcutâneos.
No ser humano, manifesta-se como lesões no endotélio vascular e obstruções causadas pelo parasita adulto, sendo encontrado principalmente no ventrículo esquerdo do coração.
A prevalência da infecção nos animais é exclusivamente em áreas costeiras, onde se encontram os vetores transmissíveis da dirofilariose.
Os felinos são mais sensíveis quando inoculados pelo mosquito infectado, com alto desenvolvimento de formas adultas.
Conhecida como manqueira, é uma doença infecto-contagiosa que causa inflamação nos músculos, o que leva o animal a mancar. Trata-se do/da:
Raiva.
Tuberculose.
Clostriodiose.
Carbúnculo.
Febre Aftosa.
Um gato está sob ventilação mecânica controlada por volume em razão de severo ataque asmático. Com base nessa situação, observe o gráfico abaixo:

(Adaptado de: CREEDON, J.M.B.; DAVIS, H. Advanced Monitoring and Procedures for Small Animal Emergency and Critical Care. Iowa: WileyBlackwell, 2012, p.371.)
Considerando as informações apresentadas, é CORRETO afirmar que o gráfico de fluxo acima indica:
volume corrente baixo.
tempo expiratório longo
redução da resistência ao fluxo.
aprisionamento de ar e auto-PEEP.
Em cães e gatos, a função primária do intestino delgado é participar da digestão e da absorção de nutrientes. As doenças intestinais crônicas geralmente alteram a função normal do intestino delgado, causando insuficiência generalizada de digestão e absorção de nutrientes. Sobre as Enteropatias Perdedoras de Proteínas (EPP), assinale a afirmativa INCORRETA.
Hipercolesterolemia e linfocitose são comuns nestes casos.
Infestação maciça por ancilóstomos e tricurídeos podem causar EPP.
Parvovirose e giardíase crônica são possíveis causas de perda proteica intestinal.
Perda de peso; diarreia; vômito; edema; e, ascite são sinais clínicos comumente associados.
A perda proteica pelo trato gastrointestinal geralmente envolve perdas proporcionalmente iguais das concentrações de albumina e globulina, chegando, frequentemente, a proteína sérica total menor que 5,5 g/dL.
Em relação às vias de administração de medicamentos, assinale a alternativa correta.
A via intramuscular é empregada para a administração de grandes volumes de fármacos em diversos grupos musculares. Os locais de aplicação mais empregados no equino são: região do pescoço, compreendendo uma área triangular acima das vértebras cervicais, abaixo do ligamento nucal e 20 cm, aproximadamente, à frente da borda cranial da escápula; e nos músculos semitendíneo e semimembranoso na face caudal da coxa.
A veia jugular externa é a mais utilizada para aplicação intravenosa de medicamento, sendo de fácil localização. No entanto, durante a venopunção em equinos adultos que apresentam pescoço longo e esguio, ou em potros e pôneis miniatura, deve-se ter alguns cuidados, pois há o risco de, acidentalmente, a artéria carótida interna ser puncionada e o fármaco ser administrado na circulação arterial.
A via subcutânea para administração parenteral de fármacos e fluidos em cães e gatos é pouco utilizada, pois cães e gatos não apresentam abundante tecido conjuntivo frouxo que possa acomodar facilmente grandes volumes de material nesse espaço subcutâneo.
Em cães e gatos, como o tecido muscular fortemente agrupado não pode se expandir e acomodar grandes volumes injetados sem sofrer trauma, as medicações aplicadas por via intramuscular devem ser de pequeno volume. A menos que o animal seja obeso, é possível que se injete as medicações na musculatura lombodorsal de ambos os lados dos processos dorsais da coluna vertebral.
Para realizar uma contenção química, a via subcutânea é amplamente empregada em equinos, pois a elasticidade da pele e a pequena possibilidade de inflamações após as administrações subcutâneas facilitam o emprego dessa via para a contenção química.