Questões de Concurso sobre Epidemiologia - Página 44 | Gran Questões

Questões de Concurso sobre Epidemiologia

 
 
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Considerando as bases históricas e conceituais da "vigilância epidemiológica", é CORRETO afirmar:


A
A expressão vigilância epidemiológica foi introduzida no Brasil na década de 1930, quando passou a ser aplicada ao controle das doenças transmissí-veis, a partir de atividades posteriores à etapa de erradicação da febre ama-rela.

B
Originalmente, vigilância epidemiológica significava um conjunto de atividades de "observação sistemática e ativa de casos confirmados de doenças transmissíveis e de seus contatos". Tratava-se, portanto, de medidas aplicadas individualmente e não de forma coletiva.

C
As novas metodologias introduzidas na década de 1960 foram fundamentais para a erradicação da febre amarela e serviu de base para a organização de sistemas nacionais de vigilância epidemiológica.

D
Na década de 1960, novos procedimentos foram incorporados às atividades de vigilância epidemiológica, ampliando o campo de ação para busca ativa de casos, detecção precoce de surtos e o bloqueio imediato da transmissão das doenças.

A Leishmaniose Visceral, uma zoonose que afeta outros animais além do ho-mem, tornou-se, nos últimos anos, um grave problema de saúde pública no Brasil, dada a sua expansão para os centros urbanos de médio e grande porte. Na área urbana, o cão (Canis familiaris) é a principal fonte de infecção. Pode-mos afirmar sobre a Leishmaniose Visceral, EXCETO:


A
No Brasil, a Leishmaniose Visceral é causada por um protozoário chamado Leishmania chagasi; transmitido através da picada da fêmea dos vetores Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia cruzi.

B
Os propósitos do Programa Nacional de Controle da Leishmaniose Visceral são o diagnóstico e o tratamento precoce dos doentes humanos e a redução do risco de transmissão, visando diminuir a letalidade e o número de casos.

C
O ciclo evolutivo do protozoário, Leishmania chagasi, se passa obrigatoria-mente em um animal vertebrado (forma parasitária extra-celular) e um vetor invertebrado (forma parasitária intracelular).

D
A razão da maior susceptibilidade em crianças (freqüência em menores de 10 anos de 54,4%) é explicada pelo estado de relativa imaturidade imunoló-gica celular agravado pela desnutrição, tão comum nas áreas endêmicas, além de maior exposição ao vetor no peridomicílio.

Acerca dos princípios da comunicação de risco, os dados sobre o risco de epidemia devem ser expostos e avaliados por especialistas, para que sejam submetidos à crítica científica e para se garantir que os dados, a informação, os métodos e as hipóteses sejam os melhores possíveis para os objetivos de saúde pública e de saúde animal.


C
Certo

E
Errado

Sobre os aspectos específicos da epidemiologia, prevenção e controle da raiva animal no Brasil, podemos afirmar, EXCETO:


A
Considerando a dificuldade para vacinar os cães errantes, fundamentais para a persistência da cadeia de transmissão, recomenda-se a eliminação de 20% da população canina, visando reduzir a circulação do vírus.

B
A persistência de casos animais, apesar da existência de intervenções, faz pensar na falta de qualidade e eficácia das medidas sanitárias ou, ainda, de que se trata de uma endemia ou de epidemia.

C
Principalmente em áreas endêmicas, impõe-se a necessidade da constituição de serviço de apreensão rotineira de cães errantes, cobertura vacinal canina de 80% e de notificação imediata dos casos suspeitos à autoridade sanitária.

D
Todos os casos de raiva animal surgidos após 90 dias de intervenção caracterizam novos focos. A concomitância de casos dispersos em um município, considerando a baixa notificação, pode caracterizar uma endemia.

A epidemiologia pode ser definida como:


A

uma ciência que estuda o processo saúde-doença sem avaliar os fatores determinantes das enfermidades.


B

um eixo isolado da saúde pública.


C

estudo dos fatores que determinam a freqüência e a distribuição das doenças nas coletividades humanas.


D

uma ciência que estuda o processo saúde-doença podendo ou não levar em consideração os fatores sócio-econômicos de uma população.


E

uma ciência que se preocupa com as enfermidades que têm importância para algumas comunidades, ressaltando apenas a importância econômica das mesmas.

Na epidemiologia da raiva rural os morcegos hematófagos possuem uma fundamental importância na disseminação desta doença. De acordo com a cadeia epidemiológica desta importante zoonose, estes quirópteros são considerados:


A

vetores.


B

via de transmissão.


C

suscetíveis.


D

reservatórios.


E

comunicantes.

No ciclo urbano da raiva (encefalite viral aguda), as principais fontes de infec-ção são o cão e o gato. O vírus da raiva pode ser transmitido pelo cão, na se-guinte situação:

A
Durante a fase de convalescença da doença no animal.

B
Somente após as primeiras manifestações clínicas no animal.

C
Somente no terço final de evolução clínica da enfermidade da doença no cão.

D
Dias antes do aparecimento dos sinais clínicos e durante a evolução da doença no animal.

Com respeito à leptospirose em animais de fazenda marque a opção FALSA.


A

É uma zoonose de distribuição universal.


B

É uma doença que não acomete bovinos.


C

Em fêmeas prenhes acometidas pela doença pode ocorrer aborto.


D

O homem pode ser infectado.

Epidemiologia e Saúde Pública. Assinale a alternativa INCORRETA.


A

Os coeficientes de mortalidade são definidos como quocientes entre as freqüências absolutas de óbitos e o número de animais expostos ao risco de morrer.


B

Coeficiente de morbilidade são quocientes entre números de casos de uma doença e a população exposta.


C

Coeficiente de Letalidade é o maior ou menor poder que tem uma doença em provocar a morte dos animais que adoecerem por esta doença.


D

Prevalência é a relação entre o número de indivíduos de uma população exposta à doença e o número de casos conhecidos da doença nesta população.

De acordo com o Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde (2005), podemos definir doenças transmissíveis como doenças:


A
causadas por um agente infeccioso específico ou pela toxina por ele produzida, por meio da transmissão desse agente ou de seu produto tóxico, a partir de uma pessoa ou animal infectado, ou ainda de um re-servatório para um hospedeiro susceptível, direta ou indiretamente in-termediado por vetor ou ambiente.

B
de baixa transmissibilidade, que requerem notificação nacional imediata à Organização Mundial da Saúde, isolamento de casos clínicos e dos comunicantes, além de outras medidas de profilaxia, com o intuito de evitar sua introdução em regiões até então indenes.

C
decorrentes da exposição a agentes físicos, químicos e biológicos que agri-dem o organismo humano, legalmente reconhecidas como adquiridas ou desencadeadas em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente.

D
que envolvem as alterações do pensamento (raciocínio), das emoções e do comportamento, causadas por interações complexas entre influências físi-cas, psicológicas, sociais, culturais e hereditárias.
Os casos novos de uma doença, diagnosticados em numa população num determinado período de tempo, é considerado:

A

endemia.


B

epidemia.


C

incidência.


D

prevalência.


E

pandemia.

O agente causador da febre aftosa é


A

a bactéria Pseudomonas aeroginosa.


B

a bactéria Mycobacterium tuberculosis.


C

um vírus da família Picornaviridae


D

um vírus da família Lentiviridae.

Na prática da epidemiologia, para que os resultados sejam aceitos sem reservas pela comunidade, necessário se faz uma correta


A

seleção da população para estudo, adequada aferição dos eventos e de expressão dos resultados e controle das variáveis confundidoras


B

seleção da população para estudo, adequada aferição dos eventos e de expressão dos resultados e controle das variáveis confundidoras


C

informação quanto à faixa etária da população em estudo, especificidade dos contaminantes envolvidos no surto, expressando os resultados em UF/mL e controlar as variáveis mais importantes para uma melhor interpretação dos resultados.


D

seleção quando da coleta de dados da população em estudo, adequada aferição do número de pessoas envolvidas, inclusive da faixa etária, expressar os resultados em UFC/mL e somente utilizar variáveis específicas para as bactérias envolvidas.


E

seleção da população, separando por grupos de faixa etária e envolvidos no surto, inclusive determinando o número de pessoas em cada grupo, expressar os resultados em UFC/mL e determinar as variáveis confundidoras.

O Ministério da Saúde reconhece uma série de dificuldades para que os muni-cípios assegurem o pleno desenvolvimento de um sistema de vigilância epide-miológica sensível e efetivo. Estão listadas entre essas dificuldades, EXCETO:


A
Incipiente capacidade instalada para diagnóstico, investigação e implemen-tação de ações de controle.

B
Deficiência nos instrumentos específicos para análise de informações e execução das ações de vigilância.

C
Insuficiência de recursos humanos e limitações dos recursos disponíveis para o setor saúde.

D
Resistências institucionais ao processo de descentralização das ações de vigilância.

A programação para o controle do Aedes aegypti normatizada pelo Ministério da Saúde prevê o desenvolvimento ordenado em seqüência das seguintes fases:


A
Fase de vigilância, fase de ataque, fase de consolidação, fase preparatória.

B
Fase de vigilância, fase de consolidação, fase preparatória, fase de ataque.

C
Fase preparatória, fase de ataque, fase de consolidação, fase de vigilância.

D
Fase preparatória, fase de vigilância, fase de ataque, fase de consolidação.

São três os objetivos principais da Epidemiologia segundo a Associação Internacional de Epidemiologia (IEA). Assinale a alternativa INCORRETA.


A

Proporcionar dados essenciais para o planejamento, execução e avaliação das ações de prevenção, controle e tratamento das doenças, bem como para estabelecer prioridades.


B

Identificar fatores etiológicos na gênese das enfermidades.


C

Identificar fatores etiológicos das doenças, sugerir tratamentos e acompanhar os resultados levando em conta as individualidades sócio-econômicas para explicar o processo saúde-doença.


D

Descrever a distribuição e a magnitude dos problemas de saúde nas populações humanas.

O controle ao Aedes aegypti pode ser feito de forma complementar pela aplicação de produtos químicos ou biológicos, através do tratamento focal, do tratamento perifocal e da aspersão espacial em ultrabaixo volume (UBV). Sobre o controle, é correto afirmar, EXCETO:


A
O tratamento perifocal consiste na aplicação de uma camada de inseticida de ação residual nas paredes externas dos depósitos situados em pontos estratégicos, por meio de aspersor manual, com o objetivo de atingir o mosquito adulto.

B
O método de tratamento focal consiste na aplicação de um larvicida e ovicida nos depósitos positivos para formas imaturas de mosquitos, que não possam ser eliminados mecanicamente. Nos depósitos de renovação constante de água, utiliza-se de artifício conhecido como "boneca de larvicida".

C
O método de tratamento com ultrabaixo volume (UBV), restrito a epidemias, consiste na pulverização espacial de inseticidas em micropartículas por meio de equipamento motorizado, com o objetivo de atingir o mosquito adulto.

D
Os larvicidas utilizados na rotina do Programa de Controle de Aedes aegypti são compostos por produtos orgafosforados (Temephós granulado a 1%), inseticidas biológicos (BTI) ou substâncias análogas ao hormônios juvenis dos insetos (Metroprene).

Hantavírus é uma enfermidade rara, porém extremamente grave. Com relação a esta enfermidade é correto afirmar:


A

Sua transmissão é feca-oral.


B

Só existe um tipo de vírus capaz de originar a doença.


C

O controle de roedores é uma medida de prevenção da doença.


D

Entre os sintomas da doença não se observa a febre.


E

A transmissão pode ser verificada entre pessoas

 
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