

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Bezerra da raça girolanda, com 15 dias de nascida. O animal foi atendido no Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal do Piauí com a queixa de estar urinando pelo umbigo e não ter ingerido colostro adequadamente após o nascimento. O problema foi identificado quatro dias após o nascimento. Na propriedade foi realizado tratamento local com iodo, mas o problema não tinha sido solucionado. Após obtenção da anamnese e realização de exame físico, levantou-se a suspeita de persistência de úraco, uraquite e onfalite, pois, além da eliminação de urina, a região umbilical estava sensível à palpação e com secreções. A identificação de neutrofilia no hemograma e presença de leucócitos, cristais de fosfatos amorfos, bactérias e células tubulares renais na análise da urina demonstravam que estava se instalando um quadro de cistite e já se iniciava um comprometimento renal. Ao exame ultrassonográfico foram observadas estruturas na região do umbigo, com características de conteúdo hiperecóico. No HVU, foram realizadas duas tentativas de tratamento com o uso de antibióticos e iodo, porém, não houve resolução do problema, sendo então o animal encaminhado para o procedimento cirúrgico. Dez dias após a cirurgia foi realizada a retirada dos pontos e o animal recebeu alta. Diante do exposto, o diagnóstico é:
Onfalopatia.
Onfalopatia por persistência de úraco.
Hérnia umbilical.
Onfaloarterite.
Onfaloflebite.
Com relação à realização da amputação do dígito bovino, assinale a opção FALSA:
É realizada diante da presença de lesões severas não responsivas a antibióticos e complicadas por osteomielite.
É realizada quando há a formação de abscesso com osteoartrite da articulação interfalangiana distal.
É realizada diante de fraturas falangeanas graves.
É um procedimento cirúrgico indicado para aliviar a dor e devolver ao animal a saúde e a produção, bem como evitar infecção ascendente do membro.
A anquilose é uma técnica alternativa à amputação do dígito sendo usada com maior frequência, em razão da amputação ter custos mais elevados e recuperação mais lenta.
Com relação à fixação dorsal da patela em bovinos responda a opção VERDADEIRA:
A fixação dorsal da patela é resolvida na grande maioria das vezes sem a realização de cirurgia.
A solução cirúrgica consiste em realizar a desmotomia do ligamento patelar medial.
Procede-se normalmente com o animal em decúbito dorsal e com anestesia geral.
Pode ser realizada apenas com o uso do tenótomo.
A solução cirúrgica consiste em realizar a desmotomia do ligamento patelar lateral.
Um equino foi submetido ao exame de urina. Foi constatada uma osmolaridade na urina de 960 mOsm/kg. Isso é indicativo de
um cavalo sadio.
azotemia pós-renal.
hipotireoidismo secundário renal.
azotemia renal.
azotemia pré-renal.
Abomasopexia é um procedimento que normalmente está associado ao tratamento de qual patologia?
Perfuração do Abomaso
Neoplasia de Abomaso
Deslocamento de Abomaso
Dilatação de Abomaso
Inflamação da mucosa do Abomaso
Para correção da fixação dorsal da patela em bovinos, é indicada a
tenorrafia do ligamento patelar lateral.
desmotomia do ligamento patelar medial.
tenorrafia do ligamento cruzado anterior.
desmotomia do ligamento femoropatelar lateral.
tenorrafia do ligamento patelar caudal.
O período pós-parto é considerado o período crítico para o desencadeamento das doenças metabólicas, visto que nesta fase a vaca leiteira passa por um balanço energético negativo ocasionado pelo parto e pelo início da lactação. O deslocamento de abomaso ocorre em 5% das vacas após a parição, podendo acarretar queda da produção de leite e doenças metabólicas secundárias. Dentre os fatores predisponentes para esta patologia, assinale a afirmativa correta.
Animais menores tendem a desenvolver deslocamento de abomaso com mais facilidade.
A hipercalcemia pode predispor à estase gastrointestinal, reduzindo a motilidade do abomaso e força de contração muscular.
O deslocamento de abomaso para a direita é a condição mais comum, quando ele se preenche de gás e líquido em grande quantidade.
O alto consumo de alimentos no período do pré-parto, aumentando o conteúdo ruminal e empurrando o abomaso que se desloca para a esquerda.
A parição gemelar e a retenção de placenta, que modificam a sintopia do útero com os demais órgãos abdominais e predispõem à rotação do abomaso.
Sobre a síndrome cólica e cirurgias abdominais em equinos, assinale a alternativa INCORRETA.
A celiotomia da linha média ventral através da linha alba permite a exteriorização da maior parte do trato intestinal, com exceção do estômago, duodeno, íleo distal, corpo dorsal e base do ceco, cólon dorsal e transverso distal direito e cólon descendente terminal.
A compactação cecal, causada por obstruções mecânicas da ingesta impactada, deve ser mais propensa a responder à terapia médica, enquanto a compactação cecal, causada por uma disfunção da motilidade cecal, é normalmente mais propensa a exigir intervenção cirúrgica.
O prognóstico para a compactação do cólon é ruim a reservada, e a maioria dos cavalos não responde à terapia clínica, sendo necessária cirurgia.
A localização mais comum para a compactação do cólon maior é a flexura pélvica, seguida pelo cólon dorsal direito e cólon transverso.
A síndrome de deslocamento de abomaso é mais comum em vacas leiteiras de alta produção, mas também aparecem esporadicamente em bezerros, touros e bovinos de corte.
Sobre as abordagens cirúrgicas para correção do deslocamento de abomaso, assinale a alternativa CORRETA.
A abordagem da abomasopexia paramediana ventral direita fornece o acesso mais direto ao abomaso e uma estabilização mais segura do abomaso.
As técnicas de sutura às cegas e do “toggle-pin” são técnicas fechadas que devem ser realizadas com o animal em estação.
Os casos de deslocamento de abomaso à esquerda levam à grave alteração circulatória no órgão e exigem intervenção cirúrgica emergencial.
A técnica de omentopexia pelo flanco direito é indicada apenas nos casos de deslocamento à direita.
Para se fazer uma celiotomia, é importante que o equino não tenha conteúdo no estômago, pois evita a ocorrência de êmese e não há a aspiração de alimentos e líquidos por regurgitação. Assinale a alternativa que indica a duração do jejum, expressa em horas, respectivamente, de alimento e de água para um equino ser submetido a uma celiotomia
12 e 2
48 e 24.
12 e 12.
24 e 12.
24 e 6.
Na anestesia regional em equinos, o local de deposição da droga para anestesiar a região caudal: ânus, reto, vulva, períneo, uretra e bexiga, com o emprego da técnica epidural caudal, é a junção das vértebras
lombar 6 com sacral 1.
coccígeas 1 e 2.
sacral 2 com sacral 3.
sacral 3 com sacral 5.
toráxica 18 com lombar 1.
A decisão por encaminhar um equino com abdome agudo à cirurgia de celiotomia requer uma avaliação minuciosa, para evitar que animais que necessitam de tratamento clínico sejam encaminhados a um procedimento cirúrgico, o que pode, muitas vezes, agravar a situação. Quais achados clínicos ou laboratoriais que, quando presentes concomitantemente em um mesmo equino, são altamente sugestivos de indicação cirúrgica?
Motilidade intestinal moderada à auscultação, refluxo gástrico moderado e temperatura maior que 39 ºC.
Ausência de motilidade intestinal à auscultação, mais de quatro litros de refluxo gástrico e intestino delgado distendido palpável.
Dor irresponsiva ao flunixim meglumine, depressão ou ausência de dor e neutropenia.
Dor intermitente, falta de apetite e compactação de ceco palpável.
A flunixina meglumina é comumente utilizada no período pós-operatório de bovinos. O seu uso por período prolongado predispõe a que tipo de alteração?
Indigestão simples.
Imunossupressão.
Úlcera de abomaso.
Urticária.
Um bovino será submetido a um argolamento (introdução de uma argola de metal entre as narinas). O bloqueio anestésico indicado será:
Infraorbitário
Mandibular
Mentoniano
Maxilar
Supraorbitário
Um touro de uma tonelada (1.000kg) será submetido à amputação de terceira falange. Pretende-se sedar o animal com xilazina associada anestesia local para realização do procedimento. O período de jejum hídrico e alimentar recomendado para se minimizar ao máximo o refluxo ruminal e a possibilidade de timpanismo é:
Não é necessário jejum, pois será usada apenas sedação sem anestesia geral.
24 a 48 horas de jejum alimentar e 24 horas de jejum hídrico.
12 horas de jejum alimentar e 6 horas de jejum hídrico.
24 horas de jejum alimentar e 12 horas de jejum hídrico.
12 horas de jejum alimentar e hídrico.
Qual fármaco tranquilizante é contraindicado para utilização em garanhões devido ao risco de priaprismo peniano?
Diazepan.
Tiopental.
Azaperone.
Acepromazina.
Lorazepan.
Nos bovinos com reticuloperitonite traumática, o acesso cirúrgico ao interior do retículo é:
por incisão no saco dorsal do rúmen.
por incisão no saco cego caudodorsal do rúmen.
por incisão no retículo.
por incisão no átrio ruminal.
Sobre a síndrome cólica equina, é correto afirmar que
no atendimento da síndrome cólica, a primeira atitude a ser tomada pelo clínico é realizar a palpação retal para detectar se há torções.
nas cólicas com torções intestinais, caso a cirurgia não seja realizada em um curto espaço de tempo, haverá translocação bacteriana para a cavidade abdominal, septicemia, choque e morte.
a maioria dos casos de síndrome cólica são resolvidos apenas com cirurgia abdominal, sendo os enterólitos as principais causas.
os equinos com síndrome cólica demonstram a dor através de apatia e decúbito lateral, permanecendo quietos. A apatia é tão grave que os animais permitem a manipulação dos veterinários.
a tiflocentese é uma técnica utilizada para retirar os gases do estômago, aliviando a dor do equino.
Em relação ao exame e afecções do sistema nervoso de grandes animais, assinale a alternativa INCORRETA.
A colheita de liquor com acesso pela cisterna atlantoccipital é indicada quando há suspeita de lesão intracraniana, porque o liquor é produzido no espaço subaracnoide e flui caudalmente para a medula espinhal.
A deficiência de cobre em ovelhas gestantes pode ocasionar ataxia enzoótica dos cordeiros e ocorre tanto no encéfalo como na medula espinhal dos filhotes.
Leucoencefalomalácia dos cavalos é causada por milho mofado contaminado pelo Aspergillus niger, que produz aflatoxina, tóxica para o sistema nervoso central.
A deficiência de tiamina pode causar a poliencefalomalácia nos bovinos, ovinos e caprinos, pois ela participa como coenzima no metabolismo de carboidratos.
Plantas que contêm alcaloide pirrolizidínico, como o Senecio brasiliensis, estão associadas à cirrose, nos ruminantes e cavalos, e encefalopatia hepática.
A alteração do equilíbrio ácido-base mais frequentemente observada em equinos submetidos à anestesia geral inalatória sob ventilação espontânea é:
Acidose metabólica
Alcalose respiratória
Alcalose metabólica
Acidose respiratória
Alcalose respiratória e metabólica