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A política é uma das áreas em que as semelhanças de comportamento entre o homem e os macacos são mais evidentes. Nossa linguagem corporal é basicamente a mesma dos macacos – e os políticos expressam essa verdade como poucas categorias. Isso é flagrante no jeito como eles inflam o peito e empostam a voz para falar em público. Também não é à toa que muitos políticos revelam a obsessão de nunca parecerem pequenos. O ex-premiê italiano Silvio Berlusconi é um sujeito baixo e, por isso, não dispensava um banquinho nas ocasiões em que precisava ser fotografado ao lado de outros líderes. Isso vem de nossa raiz primata. Para ser poderoso e intimidante, é preciso parecer poderoso e intimidante...
DE WAAL, Frans. A moral é animal. Veja, São Paulo, ed. 2022, n. 33,
p. 9-13, 22 ago. 2007. Entrevista a Marcelo Marthe.
Com base no texto apresentado, acerca da postura em apresentações em público, assinale a alternativa correta.
A postura e a modulação da voz não têm qualquer relação.
Fatores psicológicos e contextos externos não devem influenciar nas apresentações em público. Dessa forma, o palestrante deve evitar qualquer conversa na hora anterior à exposição.
A autoimagem não influencia na postura ao se falar em público, pois, em exposições e palestras, o que importa é a visão do outro.
Comprometimento com conteúdo a ser abordado, ensaios e apresentação bem estruturada são três práticas que evitam a instabilidade psicológica na ação de falar em público.
O expositor não deve, em nenhuma circunstância, fugir do roteiro da própria apresentação.