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Em contextos organizacionais que operam em ambientes dinâmicos e complexos, onde a estratégia demanda simultaneamente agilidade e inovação e, paralelamente, há uma necessidade premente de padronização, consistência e otimização de recursos, a concepção e implementação de sistemas de controle eficazes tornam-se um desafio estratégico.
Considerando os modelos de controle organizacional e os fatores contingenciais discutidos por Sobral e Peci (2008), qual das seguintes abordagens de controle é a mais coerente e eficaz para gerenciar essas demandas complexas e multifacetadas?
Adoção de um sistema híbrido de controle, que integre mecanismos burocráticos para a formalização de processos críticos e garantia de qualidade, utilize indicadores de mercado para a avaliação da eficiência de custos e alocação de recursos e mantenha o controle de clã para preservar e fomentar a cultura de confiança, colaboração e inovação.
Implementação exclusiva do controle de clã, investindo fortemente no desenvolvimento de normas sociais, valores compartilhados e comunicação informal, assumindo que a cultura organizacional forte e a autonomia profissional serão por si só suficientes para resolver todas as questões de consistência, padronização e custos.
Utilização exclusiva de controle de mercado, estruturando a organização em unidades de custo e lucro e avaliando-as rigorosamente por indicadores financeiros de desempenho, sem intervenção em processos internos que possam limitar a flexibilidade e a capacidade de resposta às inovações.
Adoção predominante de controle burocrático, caracterizado pela intensificação da formalização de regras, procedimentos e hierarquia rígida em todos os processos, sob a premissa de que a máxima padronização e redução de custos inerentes a esse modelo automaticamente fomentarão a eficiência global da organização.