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Uma equipe de gestão de processos de um órgão público mapeou o macroprocesso de Planejamento e levantou as estatísticas de tipos de atividades.
Os dados revelaram que 75,89% das atividades são executadas manualmente, 24,11% são suportadas por sistemas e apenas 0,76% são atendidas pelo Enterprise Resource Planning (ERP).
A equipe concluiu que esse perfil compromete a visibilidade gerencial e a tomada de decisão baseada em evidências.
Com base nos conceitos de análise e melhoria de processos, a conclusão da equipe fundamentou-se na seguinte premissa:
os processos com alto volume de atividades manuais tendem a apresentar baixa maturidade em termos de mensuração e controle, pois a ausência de sistemas reduz a geração natural de dados e dificulta a construção de indicadores confiáveis.
os processos com predominância de atividades manuais são inerentemente mais eficientes, pois permitem maior flexibilidade de adaptação às demandas específicas de cada situação sem depender de parametrizações sistêmicas.
a baixa utilização do ERP indica que o macroprocesso de Planejamento está adequadamente estruturado, pois sistemas integrados são recomendados apenas para processos operacionais de alta repetitividade.
a elevada proporção de atividades manuais evidencia maturidade organizacional, pois demonstra que os servidores detêm conhecimento tácito suficiente para dispensar o suporte tecnológico na execução das tarefas.
os processos com baixo índice de automação demandam necessariamente redesenho imediato, pois a ausência de suporte sistêmico configura irregularidade administrativa incompatível com os princípios da eficiência pública.