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A implementação da gestão de riscos na administração pública pode contribuir para uma harmonização dos princípios da norma ISO 31000 com os ditames constitucionais da eficiência e da supremacia do interesse público. Diante do desafio de integrar essa governança às tomadas de decisão estratégica e operacional de uma autarquia em reestruturação, o gestor público deve assegurar que o processo não seja encarado de forma isolada, mas como parte intrínseca de todas as atividades organizacionais. Com base nas diretrizes normativas para estabelecer a estrutura e o processo de gerenciamento de riscos no setor público, assinale a alternativa correta.
O processo de avaliação de riscos deve ser centralizado na alta administração para garantir a uniformidade das decisões regulatórias, mitigando a variabilidade decorrente de fatores humanos e culturais específicos de cada setor.
A estrutura de gestão de riscos possui caráter estático e linear, devendo ser rigidamente fixada no planejamento plurianual para assegurar a conformidade legal perante os órgãos de controle interno e externo.
A gestão de riscos é dinâmica, iterativa e reage a mudanças, devendo o desenho da estrutura considerar o contexto externo e interno da organização, bem como o comportamento humano e a cultura.
O tratamento do risco no ambiente estatal deve visar prioritariamente à eliminação total de qualquer incerteza, sendo vedada a aceitação de riscos residuais que possam impactar o orçamento público previamente aprovado.