Pode-se exemplificar gestão por resultados na administração
pública, citando, em primeiro lugar, o caso da França, que utilizou
como instrumentos a descentralização, com transferência de
competências e recursos aos níveis subnacionais; e a
desconcentração, com transferência de competências e de
recursos de níveis operacionais dentro da administração central,
e programas de qualidades. E, em segundo lugar, o caso do Brasil,
onde, em 1996, um ano após a estabilização econômica, o
governo lançou o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do
Estado, cuja finalidade era a reestruturação das organizações,
para atribuir-lhes flexibilidade administrativa e responsabilização.
Entre as metodologias para a gestão por resultados, inclui-se o
balanced scorecard (BSC), que:
A
se processa em diferentes níveis de intensidade, sendo capaz
de fornecer um referencial de análise da estratégia, orientado
para a criação de valor futuro para a sociedade, observada a
sua diversidade, permitindo a quantificação do desempenho;
B
pode ser tomado como um conceito gerencial emergente,
que se desenvolve em torno da noção de articulação da
produção, disseminação e suporte à mobilização de
conhecimento e de tecnologias em gestão pública;
C
é, antes de tudo, a qualidade de um serviço, sem distinção de
ser prestado por instituição de caráter público ou privado,
com a característica básica de melhoria permanente;
D
devido a sua organização, implica a tendência de formação
dos denominados espaços restritos de poder, e tem a noção
de eficiência baseada no conceito de divisão do trabalho;
E
é multidimensional, complexo e cujo conceito é formado pela
interação de outros três, os conhecimentos, as habilidades e
as atitudes.