Uma das atribuições do Auxiliar de Controladoria é avaliar a política de gerenciamento de riscos. No contexto da administração pública, gerenciamento de riscos é entendido como:
A
Um conjunto de regras voltadas unicamente para a conformidade legal (compliance), cujo foco exclusivo é garantir que os processos licitatórios e contratos administrativos sigam estritamente a legislação vigente, desconsiderando os riscos operacionais e de imagem.
B
Um procedimento pontual e reativo, acionado exclusivamente após a ocorrência de falhas ou fraudes, com o objetivo de punir os responsáveis e recuperar os prejuízos financeiros causados ao erário, sem interferência no planejamento estratégico do órgão.
C
Uma atividade restrita ao departamento de auditoria interna, que consiste na eliminação total de qualquer possibilidade de erro ou falha nas operações administrativas, garantindo risco zero na execução das políticas públicas.
D
Um processo sistemático, contínuo e integrado, desenhado para identificar, avaliar, tratar e monitorar eventos potenciais que possam afetar o alcance dos objetivos institucionais, visando aumentar a capacidade da organização de lidar com incertezas e assegurar a alocação eficiente dos recursos públicos.
O primeiro estágio no processo de design normalmente se refere à identificação de restrições mais importantes e à definição de critérios para sua avaliação. As restrições podem ser identificadas em função de três critérios sobrepostos: praticabilidade; viabilidade; e desejabilidade.
Na função administrativa de controlar, deve-se buscar, do ponto de vista de restrição e coerção, coibir quaisquer espécies de desvios, pois a eles é atribuído um valor social negativo.