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Os programas Mais Médicos e Médicos pelo Brasil, apesar de diferenças em termos de escolha da alternativa de ação, partem de um mesmo diagnóstico: a falta de profissionais de saúde em diversas localidades brasileiras. Assim, o Ministério da Saúde busca resolver uma demanda vinda, sobretudo, de municípios com maior vulnerabilidade social e mais distantes dos grandes centros urbanos. Essas ações evidenciam um panorama em que
a dependência dos entes subnacionais de políticas públicas federais, sobretudo no caso dos pequenos municípios, é um traço característico do federalismo brasileiro.
a dificuldade na implementação dos programas advém do caráter centralizador do SUS.
o protagonismo federal na resolução desse problema local é um exemplo pontual, não ocorrendo em outras áreas em que os municípios têm autonomia para agir.
a capilaridade da política pública de saúde é prejudicada por essa ação centralizadora do governo federal.
há a federalização do problema e, portanto, os municípios não podem mais ser responsabilizados por eventuais fracassos na gestão da saúde em seus territórios.