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Dentre os muitos artefatos em guarda de museus de variadas configurações estão os instrumentos musicais. Nestes ambientes, artefatos com capacidade sônica são ordenados a partir de classificações desenvolvidas na musicologia moderna da virada dos séculos XIX–XX. Estas levam em consideração as condições de produção do som para tipificar as diferentes famílias de instrumentos. Mais recentemente, com a abertura para o diálogo com outras epistemologias de compreensão e classificação de instrumentos musicais, idiofones como tambores têm passado de objetos a entidades, a depender dos contextos socioculturais em que são encontrados. Diante disto, ao trabalhar com instrumentos musicais, da guarda à exibição, deve-se atentar para as condições de classificação eurocêntricas
dispensando o diálogo com as classificações e sentidos dos produtores e músicas de povos e coletivos de onde os instrumentos provêm.
dialogando com as classificações e sentidos dos produtores e músicas de povos e coletivos de onde os instrumentos provêm.
substituindo-as por classificações e sentidos dos produtores e músicas de povos e coletivos de onde os instrumentos provêm.
reformulando-as por sua relação com os processos de conquista coloniais.