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É famosa a formulação do antropólogo estadunidense Roy Wagner de que “a antropologia é o estudo do homem como se houvesse cultura”.
Com essa proposição, o autor se refere à
invenção da cultura.
impertinência da noção de cultura.
relevância da etnografia.
impertinência da superioridade humana.
invenção das tradições.
Em meados do século XX, no Reino Unido surgiu uma importante escola antropológica que deixou um grande legado ainda celebrado até hoje. Os antropólogos da Universidade de Manchester contribuíram com importantes avanços metodológicos para a antropologia moderna. Dos itens abaixo, uma característica da escola de Manchester é:
descrição densa.
perspectiva hermenêutica do objeto pesquisado.
trabalho de campo.
análise situacional.
A Antropologia, um estudo do homem, por um bom tempo voltou seus esforços para os territórios colonizados do Oriente (Índia e China), para a África e a América, com pesquisas de campo, metodologia empírica, coletando detalhes culturais, materiais linguísticos dessas populações. Após o movimento iluminista do século XIX, a Antropologia passou a ser estruturada sob o enfoque da Antropologia Física e da Antropologia Cultural. No século seguinte, surgem novas abordagens dos estudos antropológicos. Considerando essas novas abordagens da Antropologia, numere a COLUNA II de acordo com a COLUNA I, fazendo a relação entre elas:
COLUNA I
1. Evolucionismo
2. Culturalismo
3. Funcionalismo
4. Estruturalismo
COLUNA II
( ) Essa vertente é baseada, sobretudo, nos trabalhos dos antropólogos Franz Boas e Ruth Benedict, e considera que as culturas humanas são caracterizadas por processos e constituintes históricos precisos, para cuja compreensão concorrem as condições ambientais, os fatores psicológicos e os efeitos das relações históricas sobre cada comunidade.
( ) Essa abordagem foi a plataforma de investigação inicial das ciências sociais e, particularmente, da Antropologia. Alguns estudiosos contribuíram para a compreensão dessa abordagem, como por exemplo, Lewis Henry Morgan, Edward Burnett Tylor e James George Frazer, sendo que seus trabalhos influenciaram o posterior desenvolvimento não só da antropologia, mas também das ciências sociais.
( ) Essa abordagem da Antropologia tem a intenção de analisar o elemento inobservável, ou invisível que está na base das culturas, que subjaz toda relação entre os indivíduos, os grupos e as instituições sociais. O pesquisador mais importante nessa abordagem foi o antropólogo Lévi-Strauss.
( ) Essa vertente da Antropologia surgiu com os valiosos trabalhos de Bronislaw Malinowski. Nela, a relevância está em estudar as culturas isoladamente, sem tomar nenhuma outra por parâmetro comparativo. Nessa abordagem, o antropólogo deve mergulhar intensamente no convívio, nos hábitos e costumes de um povo, com observação, escuta, descrição e interpretação.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
4, 3, 2, 1
1, 3, 4, 2
3, 4, 2, 1
1, 2, 4, 3
2, 1, 4, 3
Para a antropologia interpretativa de Geertz (1989), o que o etnográfico produz são textos ficcionais pelo fato de serem “interpretações de segunda ou terceira mão, sendo apenas a interpretação “nativa” a de primeira mão”, visto que é a sua cultura. Assim, é correto afirmar que as descrições feitas pelo etnógrafo devem ser:
densas, nas quais seja possível distinguir os diferentes significados das ações sociais dos “nativos”
descomprometidas, visto que não é possível captar a interpretação “nativa”
superficiais, visto que não é possível captar a interpretação “nativa”
generalizáveis, visto que independem do contexto


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A concepção hermenêutica proposta por Geertz se alinha ao estruturalismo, visto que concebe a cultura com base na interpretação simbólica e no ponto de vista nativo.
No entendimento de Clifford Geertz, o conceito iluminista de natureza humana pressupõe que o homem constitui uma só peça com a natureza e partilha da uniformidade geral de composição que a ciência natural descobriu sob o incitamento de Bacon e a orientação de Newton. Neste contexto, as enormes e amplas variedades de diferenças entre os homens são consideradas
as bases para os estudos relativistas que servirão para completar e iluminar o que é verdadeiramente humano no homem.
as chaves para o surgimento das ciências sociais fundadas no espírito mecanicista.
as características essenciais e definidoras que ampliam o significado do que há de constante e verdadeiramente humano no homem.
os meros acréscimos, até mesmo distorções, sobrepondo e obscurecendo o que é verdadeiramente humano no homem.
as expressões genuínas que exemplificam o espírito do universalismo humano.
uma ciência interpretativa em busca do significado.
uma ciência experimental em busca de leis.
uma ciência positiva em busca da verdade dos fatos.
uma ciência positiva que se ancora nos diários de campos.
uma etnociência que produz verdades relativas.


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Qual a diferença entre a teoria culturológica e a perspectiva dos cultural studies?
Uma das referências mais constantes na bibliografia antropológica atual é Clifford Geertz. Antropólogo americano, enquadrado por alguns como um antiteórico, que propõe a busca de relações sistemáticas entre fenômenos diversos e não identidades substantivas entre fenômenos similares. Criador da teoria interpretativista, sugere que:
ao estudar um grupo social deve-se manter uma postura etnocêntrica.
estudar a cultura é examiná-la em momento único na história, ou como algo existente fora da história.
estudar a cultura de um dado contexto social é estudar o significado dos símbolos partilhados pelos seus integrantes.
o estudo de grupos sociais deve ser desenvolvido de modo sincrônico.
As idéias de diálogo cultural e polifonia são centrais para essa abordagem antropológica.
Parte substancial da antropologia pós-interpretativista tem como ponto de partida um diálogo com os trabalhos de Clifford Geertz, o ancestral imediato dessa tendência.
A reflexividade é tema central e recorrente dessa abordagem antropológica.


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A antropologia pós-interpretativista visa, sobretudo, à formulação de modelos teóricos de validade geral, de grande abrangência, sobre o desenvolvimento das sociedades contemporâneas.
Nessa corrente antropológica, assiste-se a uma espécie de abandono das temáticas históricas e simbólicas e uma ênfase nos temas que podem ser quantificados, como, por exemplo, as dinâmicas demográficas e a produção da vida material.