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O Projeto Mnemosyne é uma iniciativa implementada pelo Museu Bargello, em Florença. Câmeras interconectadas e com visão computacional rastreiam os movimentos dos frequentadores e medem o tempo de observação de cada obra, identificando interesses específicos. Com base nesses dados, o museu fornece informações detalhadas sobre os pontos de interesse e recomendações de outras peças relacionadas.
Nesse projeto, o aspecto que diz respeito especificamente ao conceito de IoT (Internet das Coisas) é
a aplicação de ferramentas de inteligência artificial para processar dados a respeito dos visitantes.
o emprego de algoritmos avançados que analisam as obras para predizer quais atrairão maior interesse.
a criação tecnológica de ambientes híbridos entre realidades físicas e realidades virtuais.
o uso de dispositivos inteligentes, interconectados e capazes de analisar dados em tempo real.
a mobilização de computadores capazes de processar eficazmente grandes volumes de dados.
Na teoria antropológica, museus são entendidos como “zonas de contato”. No caso dos museus indígenas, seu aparecimento é entendido como sendo um movimento
espontâneo oriundo das mobilizações pelo reconhecimento de direitos e demarcação de territórios com fim a reprodução material e simbólica.
organizado nascido das mobilizações pelo reconhecimento de direitos e demarcação de territórios com fim a reprodução material e simbólica.
espontâneo e desarticulado das mobilizações pelo reconhecimento de direitos e demarcação de territórios com fins de reprodução material e simbólica.
organizado e desarticulado das mobilizações pelo reconhecimento de direitos e demarcação de territórios com fins de reprodução material e simbólica.
Leia o trecho abaixo, extraído de um artigo de Maria Eunice Maciel e Regina Abreu, publicado em 2019:
“A cultura material tem sido um dos focos da antropologia desde os primórdios. No contexto dos pioneiros, coletar objetos em pesquisa de campo configurava uma maneira de atestar ou de exibir a prova material viva dos grupos estudados e de suas diferentes culturas. Muitos museus antropológicos ou etnográficos tornaram-se repositórios de práticas de colecionamento em grande escala e voltadas para esse fim no contexto de uma lógica positivista do conhecimento. O estranhamento com as diferentes alteridades pesquisadas implicou essa grande empreitada de juntar coisas que representassem ou expressassem as primeiras pesquisas antropológicas.”
A prática de colecionar e expor em museus objetos coletados durante expedições etnográficas está relacionada ao processo histórico-político denominado:
colonialismo;
decolonialidade;
aculturação;
pós-colonialismo;
capitalismo.
Os processos de restituição de objetos em guarda de museus e indivíduos podem adquirir facetas nacionais, em quadros de justiça de transição e reparação. No Brasil o caso paradigmático da campanha “Liberte o meu sagrado” levou à devolução (nos termos dos religiosos, “libertação”) de 519 objetos, batizados de “coleção Nosso Sagrado”, com guarda no Museu da República do Rio de Janeiro. Este fato representou um marco na relação entre comunidades e museus porque
o Museu da República teria melhores condições de guarda do acervo.
a coleção estaria mais ao alcance do público.
as comunidades religiosas já não desconheciam como lidar com tais objetos.
os objetos eram testemunho histórico, de memória afetiva e mobilização daquelas comunidades.
O lugar dos museus na sociedade vem mudando ao longo das últimas décadas, no entanto, a despeito de sua herança colonial, as instituições museais continuam tendo um papel importante na construção de um diálogo entre a produção do conhecimento científico e os saberes e experiências culturais e sociais. Nesse contexto, os museus de arqueologia e etnologia no Brasil têm grandes desafios: se por um lado, dialogam com um contexto global de gestão e valorização dos patrimônios culturais, por outro, vinculam-se às particularidades históricas e culturais de suas formações, acervos e engajamentos sociais. Qual afirmativa melhor define esses desafios?
Atuar para o reconhecimento das complexas relações de continuidades históricas entre as materialidades arqueológicas e etnográficas existentes em seus acervos e as populações originárias do Brasil.
Promover a extroversão de um conhecimento produzido exclusivamente por pesquisas científicas.
Reafirmar o papel prioritariamente educativo dos museus, ensinando sobre o conhecimento produzido na ciência.
Promover um reconhecimento artístico de objetos etnográficos na sociedade.
Preservar os acervos arqueológicos e etnográficos ameaçados pelas demandas de devolução de objetos pelas populações indígenas, inviabilizando pesquisas arqueológicas e etnográficas.


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Baseado no texto acima, é correto afirmar que: