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No trecho a seguir, o pensador quilombola, também conhecido como Nêgo Bispo, apresenta uma estratégia contracolonial para a relação com a língua.
Certa vez, fui questionado por um pesquisador de Cabo Verde: “Como podemos contracolonizar falando a língua do inimigo?”. E respondi: “Vamos pegar as palavras do inimigo que estão potentes e vamos enfraquecê-las. E vamos pegar as nossas palavras que estão enfraquecidas e vamos potencializá-las. Por exemplo, se o inimigo adora dizer desenvolvimento, nós vamos dizer que o desenvolvimento desconecta, que o desenvolvimento é uma variante da cosmofobia. Vamos dizer que a cosmofobia é um vírus pandêmico e botar para ferrar com a palavra desenvolvimento. Porque a palavra boa é envolvimento”.
BISPO DOS SANTOS, Antônio. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora/PISEAGRAMA, 2023.
Assinale a opção que corresponde à estratégia apresentada.
A desconstrução da língua do colonizador, evidenciando a fluidez e a falta de fixidez de seus significados.
A rejeição da língua colonizadora, apostando a revitalização de línguas ancestrais como ato de resistência.
A inversão de valor ideológico dos termos da língua dominante, questionando as suas bases.
A ampliação do sentido das palavras do colonizador, expandindo sua aplicação a diferentes contextos culturais.
O uso da argumentação lógica, expondo contradições presentes no sistema embutido na linguagem do opressor.
O conjunto de convenções da UNESCO, que define e instrui os processos de restituição ou retorno de objetos culturais, tem como princípio o reconhecimento histórico da pilhagem de objetos durante a Segunda Guerra Mundial e o colonialismo europeu dos séculos XIX e XX. Por conta disso, medidas de reparação por danos patrimoniais e morais devem ser geradas. Assim sendo, os processos de restituição são definidos como
obrigações legais de países que detém coleções contrabandeadas e que precisam ser repatriadas.
obrigações morais de países que detém coleções contrabandeadas e que precisam ser repatriadas.
obrigações legais e morais de países que detém coleções contrabandeadas em contexto de violências históricas.
obrigações variadas de países que detém coleções que precisam ser vistas e conhecidas por mais públicos.
Na teoria antropológica, museus são entendidos como “zonas de contato”. No caso dos museus indígenas, seu aparecimento é entendido como sendo um movimento
espontâneo oriundo das mobilizações pelo reconhecimento de direitos e demarcação de territórios com fim a reprodução material e simbólica.
organizado nascido das mobilizações pelo reconhecimento de direitos e demarcação de territórios com fim a reprodução material e simbólica.
espontâneo e desarticulado das mobilizações pelo reconhecimento de direitos e demarcação de territórios com fins de reprodução material e simbólica.
organizado e desarticulado das mobilizações pelo reconhecimento de direitos e demarcação de territórios com fins de reprodução material e simbólica.
Em 2005, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou o ofício das baianas de acarajé no Livro dos Saberes. Diz o site do Iphan:
“Este bem cultural […] consiste em uma prática tradicional de produção e venda, em tabuleiro, das chamadas comidas de baiana, feitas com azeite de dendê e ligadas ao culto dos orixás, amplamente disseminadas na cidade de Salvador, Bahia.”
O IPHAN define a natureza desse bem cultural como:
reparação histórica;
patrimônio material;
patrimônio imaterial;
patrimônio simbólico;
patrimônio do trabalho.
Leia o trecho abaixo, extraído de um artigo de Maria Eunice Maciel e Regina Abreu, publicado em 2019:
“A cultura material tem sido um dos focos da antropologia desde os primórdios. No contexto dos pioneiros, coletar objetos em pesquisa de campo configurava uma maneira de atestar ou de exibir a prova material viva dos grupos estudados e de suas diferentes culturas. Muitos museus antropológicos ou etnográficos tornaram-se repositórios de práticas de colecionamento em grande escala e voltadas para esse fim no contexto de uma lógica positivista do conhecimento. O estranhamento com as diferentes alteridades pesquisadas implicou essa grande empreitada de juntar coisas que representassem ou expressassem as primeiras pesquisas antropológicas.”
A prática de colecionar e expor em museus objetos coletados durante expedições etnográficas está relacionada ao processo histórico-político denominado:
colonialismo;
decolonialidade;
aculturação;
pós-colonialismo;
capitalismo.


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O tema do “Patrimônio Cultural” é uma das questões importantes na gestão dos acervos etnográficos. No Brasil, antes dos marcos normativos que transformaram em processos jurídicos o tombamento de bens “materiais” e o registro dos bens “imateriais”, os museus etnográficos já eram responsáveis pela conservação e preservação destes patrimônios. Quando coleções etnográficas adentram museus
deixam de ser representações de um indivíduo ou de uma coletividade indígena quando passam a ser parte do “Patrimônio Cultural Brasileiro”.
têm papel central na mediação entre os diversos atores sociais e os diversos direitos cruzados na categoria “patrimônio”.
são vinculados a processos de registro de bens “imateriais”, restritos a elementos considerados materiais como técnicas, formas de expressão, celebrações e lugares.
são de interesse das instituições do Estado, pois geram atividades e circulação de pessoas e de recursos para pesquisa.
Em um dos seus artigos, o antropólogo José Reginaldo Gonçalves discute os chamados “bens inalienáveis”. Diz ele:
“Os interesses mobilizados pela possibilidade de comprar e vender livremente determinados bens eram vistos como um meio nefasto de descaracterização desses bens e de perda de sua autenticidade. A busca da autenticidade confundia-se, de certo modo, com uma constante e obsessiva proteção contra os efeitos de mercado.”
Essa reflexão ajuda a problematizar a oposição entre as seguintes arenas de valoração:
mercadorias e objetos sagrados;
patrimônio e mercado;
religião e laicidade;
patrimônio e religião;
rituais e mercado.
O antropólogo brasileiro Sergio Baptista, em seu texto "Repensando objetos, arte e cultura material”, publicado em 2011, afirmou:
“(…) A arte e a cultura material nos coletivos indígenas das terras baixas da América do Sul têm sido trabalhadas ultimamente desde as lógicas nativas, com a tendência de refutar a noção de estética como categoria transcultural, utilizando-se das categorias êmicas presentes nessa arte e em alguns desses objetos, singularmente concebidos como presentificações de relações estabelecidas com alteridades extra-humanas e suas potências, especialmente divindades e demais habitantes do cosmos (animais, plantas, minerais, etc.), dotados de atributos humanos, ponto de vista, subjetividade e intencionalidade. Nesse sentido, tais ‘objetos’ são sujeitos, possuem agência e não são meras representações de protótipos: são eles próprios. Essa orientação não pretende deslegitimar as análises que enfatizam as manifestações artísticas e os sistemas de objetos como sistemas de representações, indicadores de processos identitários, de afirmação de sujeitos de direitos, de discursos variados e de importantes mensagens culturais neles contidos.”
A perspectiva teórica que tem contribuído para ressituar o debate sobre objetos, coisas e materialidades na antropologia contemporânea é a:
antropologia das representações;
antropologia visual;
virada material;
antropologia das infraestruturas;
antropologia das mercadorias.
A antropologia brasileira nasceu nos museus, institutos históricos e geográficos e faculdades de direito e medicina. Ela articula variados conhecimentos e esteve associada a diferentes momentos e projetos da Nação. No caso dos trabalhos pioneiros desenvolvidos no Museu Nacional do Rio de Janeiro, o período entre as décadas de 1930–1940 caracterizou-se no quadro geral das cooperações internacionais pela aproximação entre
Brasil e Inglaterra, e trabalhos com os etnólogos como Radcliffe-Brown, R. Lowie e A. Métraux.
Brasil e França, e trabalhos com os etnólogos como C. Lévi-Strauss, R. Bastide e P. Verge.
Brasil e Alemanha, e a presença de etnólogos como H. Baldus, E. Schaden e H. Schultz.
Brasil e Estados Unidos e a presença de etnólogos como C. Wagley, W. Lipkind e B. Quain.
O Decreto nº 3.551/2000 instituiu o “Registro de bens culturais de natureza imaterial que constituem o Patrimônio Cultural Brasileiro” e criou o “Programa Nacional do Patrimônio Imaterial”. Entre as normas instituídas por este documento encontram-se
o “tombamento” e o “registro” como conceitos-chave adotados pelo Decreto nº 3.551/2000 para promover o inventário dos bens culturais considerados de natureza “imaterial” do Brasil.
os bens culturais considerados de natureza “imaterial” inscritos nos “Livros de Registro” (“saberes”, “celebrações”; “formas de expressão”; “lugares") e nos “Livros de Tombo” (“arqueológico, etnográfico e paisagístico”; “histórico”; “belas artes”; “artes aplicadas”) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
os bens culturais considerados de natureza “imaterial” por não constarem das especificidades indicadas para cada Livro de Registro (“saberes”, “celebrações”, “formas de expressão”, “lugares” e sem inscrição como Patrimônio Cultural Brasileiro.
os referenciais apontados como condicionantes para o registro de um determinado bem cultural nos “Livros de Registros” como sendo a continuidade histórica e a relevância nacional do bem para a memória, a identidade e a formação da sociedade brasileira.


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“Em toda e qualquer sociedade nacional moderna é possível identificar a existência de modalidades de discurso de patrimônio em competição para representar com autenticidade a identidade e a memória da coletividade. Esses discursos de opõem entre si e disputam lugares de legitimidade. No contexto brasileiro, esses discursos assumiram, esquematicamente falando, duas modalidades: uma delas, a que estou chamando de ‘discurso da monumentalidade’; a outra a que poderíamos nomear como "discurso do cotidiano”.
(Gonçalves, José Reginaldo. Monumentalidade e cotidiano: os patrimônios culturais como gênero de discurso". In: Lippi, Lucia. Cidade: História e Desafio. Rio de Janeiro: FGV Editora, 2002, p.117)
A partir da relação dialógica entre monumentalidade-cotidiano, o professor da UFRJ José Reginaldo Gonçalves discute as seguintes oposições centrais nas narrativas do patrimônio.
Passado e presente; tradição e experiência; narrativa e realidade contemporânea.
Passado e presente; mito e realidade; autenticidade e falsidade.
Passado e futuro; tradição e experiência; narrativa e realidade contemporânea.
Tradição e modernidade; autenticidade e falsidade; mito e experiência.
Arte e artesanato; técnica e experiência; permanência e fugacidade.
O edital de 2012 de um dos programas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) contemplou, entre outros, o projeto “Jane Ypi - Documentação dos saberes Wajãpi sobre a formação da Terra e da Humanidade”. Segundo o site do IPHAN, o projeto é apresentado da seguinte forma:
“Mapeamento e registro de saberes orais a respeito dos vestígios que os Wajãpi interpretam como marcas do “começo do mundo”, ou seja, vestígios deixados pelos primeiros habitantes desta terra, quando todos eram “como gente” e que eles denominam como “Jane Ypy” (nossas origens). Estes vestígios podem ser entendidos – na nossa tradição científica – como sítios arqueológicos de diferentes naturezas ou ainda como estruturas paisagísticas ou sinais de transformações ecológicas, mas são interpretados pelos Wajãpi como sinais das transformações sucessivas que ocorreram na longa e complexa história de relações entre demiurgos-criadores, humanos e não humanos”.
(http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1175/)
Assinale a opção que apresenta o programa do IPHAN que contemplou o projeto Jane Ypi.
Programa Nacional do Patrimônio Material (PNPM).
Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI).
Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).
Fundo de Defesa de Direitos Democráticos (FDDem).
Programa Nacional de Patrimônio Indígena (PNPInd).
O incêndio de setembro de 2018 no Museu Nacional do Rio de Janeiro destruiu quase a totalidade de um acervo histórico e científico construído ao longo de duzentos anos, abrangendo cerca de 20 milhões de itens catalogados. Para o antropólogo Antonio Carlos de Souza Lima, “trata-se de um patrimônio irrecuperável. O que nós podemos fazer é construir um patrimônio com o Brasil do século XXI e com o mundo do século XXI”.
Com base na fala do antropólogo, analise as afirmativas a seguir sobre o tema do patrimônio cultural e de sua preservação
I. A perda causada pelo incêndio foi material e imaterial, uma vez que a instituição servia não apenas como repositório de registros tangíveis da história e da memória do país, mas como fonte e matriz de educação, ciência e pesquisa.
II. A sua reconstrução deve considerar o próprio Museu como um artefato, historicizando a formação das coleções e os sentidos atribuídos ao seu acervo, como base para formular uma proposta de museu nacional para atualidade.
III. O dano sociocultural foi significativo, uma vez que o Museu Nacional desenvolvia programas de popularização da ciência e democratização dos bens culturais voltados, sobretudo, para a população da zona norte do Rio de Janeiro.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
I e II, apenas.
I e III, apenas.
II e III, apenas.
I, II e III.
No entendimento mais resumido sobre patrimônio, pode-se dizer que é o conjunto de bens transmitidos a herdeiros. Acerca do tema, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.
Coluna 1
1. Patrimônio individual.
2. Patrimônio coletivo.
3. Patrimônio cultural.
Coluna 2
( ) Refere-se ao todo: no carnaval, são as fantasias, as melodias e o modo de sambar.
( ) É definido por grupos diversos em constante mutação com interesses distintos e até conflitantes.
( ) Depende do indivíduo, pois ele decide o que interessa.
( ) Outras pessoas decidem o que interessa.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
2 – 1 – 3 – 2.
3 – 2 – 1 – 2.
1 – 3 – 2 – 1.
3 – 1 – 2 – 3.
2 – 2 – 1 – 3.
“São os saberes, os ofícios, as festas, os rituais, as expressões artísticas e lúdicas que, integrados à vida dos diferentes grupos sociais, configuram-se como referências identitárias na visão dos próprios grupos que as praticam.”
O excerto acima refere-se ao conceito de
Transversalidade cultural.
Patrimônio Imaterial.
Cultura.
Cultura simbólica.
Patrimônio material.


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Sobre patrimônio cultural, é INCORRETO afirmar:
Para que a função do patrimônio cultural se realize é essencial que a representatividade dos bens, em termos da diversidade social e cultural do país, permita que diferentes grupos sociais possam se reconhecer.
Um repertório de bens, “ou coisas”, ao qual se atribui excepcional valor cultural, faz com que esses bens sejam merecedores de proteção por parte do poder público.
Constituem patrimônio cultural brasileiro as formas de expressão; os modos de criar, fazer e viver; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; as obras, documentos, edificações e os conjuntos urbanos de valor histórico, arqueológico e científico.
A elaboração e a aplicação de instrumentos legais, como o tombamento, são suficientes para assegurar que um bem venha a cumprir efetivamente sua função de patrimônio cultural junto a uma sociedade.
Sobre o conceito de patrimônio imaterial marque (V) para as afirmativas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.
( ) Os bens culturais de natureza imaterial dizem respeito àquelas práticas e aos domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer; celebrações; formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados, feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas).
( ) O patrimônio imaterial é transmitido de geração a geração, constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.
( ) A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) define como patrimônio imaterial "as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural."
( ) Para atender às determinações legais e criar instrumentos adequados ao reconhecimento e à preservação desses bens imateriais, o Iphan coordenou os estudos que resultaram na edição do Decreto nº. 3.551, de 4 de agosto de 2000 – que instituiu o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial e criou o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI) – e consolidou o Inventário Nacional de Referências Culturais (INCR).
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
V – V – F – F.
F – F – F – F.
V – V – F – V.
F – F – V – F.
V – V – V – V.
No que se refere às Premissas da Política de Patrimônio Cultural Material, assinale a alternativa INCORRETA.
As ações e atividades relacionadas com a preservação do Patrimônio Cultural Material devem compreender e considerar exclusivamente as sociedades e culturas do passado.
As ações e atividades devem considerar a indissociabilidade entre as dimensões materiais e imateriais do Patrimônio Cultural.
As ações e atividades devem buscar promover a articulação institucional com diferentes níveis de governo e sociedade civil.
As ações e atividades devem buscar articular com os entes federados, os demais órgãos e as entidades componentes do Estado Brasileiro, na construção de instrumentos de compartilhamento e de delimitação de atribuições relativas à preservação dos bens protegidos.
As ações e atividades devem buscar estimular o fortalecimento de grupos sociais para preservação do seu próprio patrimônio cultural material.
Sobre o conceito de patrimônio cultural, marque a alternativa INCORRETA.
O patrimônio cultural de um povo é formado pelo conjunto dos saberes, fazeres, expressões, práticas e seus produtos, que remetem à história, à memória e à identidade desse povo.
A preservação do patrimônio cultural significa, principalmente, cuidar dos bens aos quais esses valores são associados, ou seja, cuidar de bens representativos da história e da cultura de um lugar, da história e da cultura de um grupo social, que pode (ou, mais raramente não) ocupar um determinado território.
A ideia de preservar o patrimônio cultural implica em cuidar da conservação de edifícios, monumentos, objetos e obras de arte (esculturas, quadros), e de cuidar também dos usos, costumes e manifestações culturais que fazem parte da vida das pessoas e que se transformam ao longo do tempo.
O objetivo principal da preservação do patrimônio cultural é fortalecer a noção de pertencimento de indivíduos a uma sociedade, a um grupo, ou a um lugar, contribuindo para a ampliação do exercício da cidadania e para a melhoria da qualidade de vida.
A ideia de patrimônio está restrita apenas ao conjunto de bens materiais de uma comunidade ou população, deixando de fora tudo aquilo que é considerado valioso pelas pessoas, mesmo que isso não tenha valor para outros grupos sociais ou valor de mercado.
Sobre o conceito de patrimônio material marque (V) para as afirmativas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS.
( ) O patrimônio material protegido pelo Iphan é composto por um conjunto de bens culturais classificados segundo sua natureza, conforme os quatro Livros do Tombo: arqueológico, paisagístico e etnográfico; histórico; belas artes e das artes aplicadas.
( ) Os bens tombados de natureza material podem ser imóveis como as cidades históricas, sítios arqueológicos e paisagísticos e bens individuais; ou móveis como coleções arqueológicas, acervos museológicos, documentais, bibliográficos, arquivísticos, videográficos, fotográficos e cinematográficos.
( ) A Constituição Federal de 1988, em seus artigos 215 e 216, limitou a noção de patrimônio cultural ao negar a existência de bens culturais de natureza material e, também, ao estabelecer outras formas de preservação – como o Registro e o Inventário – além do Tombamento, instituído pelo Decreto-Lei nº. 25, de 30 de novembro de 1937, que é adequado, principalmente, à proteção de edificações, paisagens e conjuntos históricos urbanos.
( ) A Constituição Federal de 1988 substituiu a denominação Patrimônio Histórico e Artístico por Patrimônio Cultural Material. O conceito é assim ampliado de maneira a incluir as contribuições dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. Essa mudança incorpora o conceito de referência cultural e significa uma ampliação importante dos bens passíveis de reconhecimento.
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
V – V – F – F.
F – F – F – F.
V – V – F – V.
F – F – V – F.
V – V – V – V.